Símbolos Oficiais

Brasão do município de Fortaleza. 
Letra do hino da cidade.

Brasão, bandeira e hino de Fortaleza mantêm uma ligação próxima com nomes referenciais da terra. O projeto original do brasão fortalezense é comumente atribuído ao político e escritor Tristão de Alencar Araripe, o mesmo que propôs, com notável simplicidade, o que seria o primeiro brasão do Estado do Ceará ("De azul, com três carnaubeiras de prata em roquete, tendo por cima uma estrela de prata. Mote: Labor vincit omnia"). O abolicionista Isaac Correia do Amaral idealizou a bandeira, que incorporou o brasão em seu desenho. No caso do hino, a letra é de autoria do escritor Gustavo Barroso, com melodia do musicólogo Antônio Gondim.

É de 1958 a oficialização  do brasão adotado pela cidade de Fortaleza, aatravés da Lei municipal n 1316, de 11 de novembro de 1958, que enunciava: "A partir de projeto de lei do vereador Agamenon Frota Leitão, o prefeito Acrísio Moreira da ROcha aprovou a Lei que definia para o brasão de Fortaleza as seguintes características heráldicas: campo azul (português), a coroa mural de ouro, um castelo de ouro sobre ondas ao natural. Divisa:  Fortitudine, de sable (cor preta) em listel de prata (branco) enramados em dois galhos, um de fumo e outro de algodão, ambos em flor e ao natural.

João Brígido, ainda em 1908, discordara com veemência da divisa: "Chamar Fortitudine ao velho arraial do Forte (...) é deturpar o sentido da palavra, que não exprime fortaleza moral, uma virtude". COmo conhecedor do latim, Brigido defendia que o lema correto seria fortitudo, "que exprime exclusivamente a fortaleza ou resistência do espírito; uma abstração, nunca uma substância". Do que explica, a palavra latina Fortitudine não deve ser interpretada como o adjetivo forte ou o substantivo força, mas simcom a conotação da resistência e persistência que caracterizam o fortalezense.

BANDEIRA

A mesma Lei municipal n 1.316, de 11 de novembro de 1958, que oficializou o brasão, especificou também o uso e as dimensões da bandeira fortalezense, preenchendo uma lacuna por parte da municipalidade, que ainda não havia definido seu pavilhão. "Consta de um campo branco em forma retangular, cortado por faixas de cor azul, igual ao azul da Bandeira Brasileira, em diagonais; no cruzamento das duas faixas encontra-se o brasão do município". A bandeira deveria manter as mesmas dimensões da bandeira nacional, e ser hasteada "durante o expediente e feriados no Palácio Iracema, nos edifícios-sede da Câmara Municipal, autarquias do Município e do Tribunal de Contas da Prefeitura".

HINO

O hino de Fortaleza foi executado e cantado pela primeira vez na noite de 16 de novembro de 1957, no Theatro José de ALencas, encerrando a semana de comemorações do centenário do romance "O Guarani". A ata da reunião realizada no Instituto do Ceará logo após as festividades, a 20 de novembro de 1957, registrou a gênese o hino: alguns meses antes, o escritor Manuel Albano Amora havia solicitado a Gustavo Barroso, residente no Rio de Janeiro, que escrevesse a letra para o hino da capital.

Sem demora, Barroso enviou três vias de um poema banhado em nostalgia, religiosidade e lirismo, recomendando que a primeira via fosse entregue ao musicólogo Antônio Godim, que escrevera a música, a segunda à Academia Cearense de Letras, e a última ao Instituto do Ceará, para a devida oficialização. Gustavo Barroso faleceu a 3 de dezembro de 1959. A música do hino, criada na forma de um arranjo para piano, veio a receber um arranjo para bandas somente em 1963, tarefa que coube ao maestro Manoel Ferreira.