Geração de Trabalho e Renda

 

- Programa CREDJOVEM

O programa Credjovem se destina prioritariamente a jovens de 18 a 29 anos, que estejam em situação de vulnerabilidade social. O objetivo é incentivar a geração de trabalho e renda entre os pequenos empreendedores populares, a partir de um contrato de empréstimo firmado com a Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para desenvolver propostas de empreendimentos de até R$ 15 mil. O valor da devolução é de 60% do montante do financiamento, a ser pago após seis meses de carência. Finalizado esse período, a devolução acontecerá em 15 parcelas mensais, sem juros.

Criado em 2005, o programa Credjovem beneficiou 886 jovens, responsáveis pela criação de diversos empreendimentos, distribuídos pelas seis Secretarias Executivas Regionais. Já foram realizadas 5 edições do programa, e investidos R$4.190.379,92 entre os 348 projetos aprovados.  A edição de 2011 ganhou uma novidade: o Credjovem Universitário, que também oferecerá investimento para os empreendimentos administrados por alunos do ensino superior.

Os programas Credjovem e Credjovem Universitário beneficiam grupos de jovens, com uma ideia de negócio ou com o desejo de ampliar o seu empreendimento, sendo constituídos por cinco etapas: preparação dos projetos, avaliação dos planos de negócio, avaliação da aptidão técnica e social, capacitação para o trabalho e liberação do financiamento. Cada proposta deve ter pelo menos dois integrantes, residentes em Fortaleza, e que tenham cursado pelo menos 50% de sua vida escolar em instituições de ensino públicas.

Além disso, também foi criada a Rede Trabalho Jovem constituída de pequenos negócios financiados a partir dos programas Credjovem e Credjovem Universitário, que se unem para tornar seus empreendimentos mais competitivos, além de criar condições de melhor reagir a uma tendência de concentração do mercado.  Através dos princípios do associativismo, os participantes poderão efetuar compra conjunta, melhores condições para linhas de crédito, capacitação de equipes, dentre outros benefícios.

 

- Agricultura Urbana e Pesca

A Célula de Agricultura Urbana e Pesca da SDE realiza projetos de apoio à produção de hortas comunitárias e nas escolas, além da implementação de quintais produtivos, baseados nos princípios da Economia Solidária e utilizando técnicas agroecológicas. Ao todo, 4.055 pessoas foram beneficiadas.

- Apoio à Economia Criativa

Em 2011, a área de Geração de Trabalho e Renda da SDE foi fortalecida com a incorporação de uma nova atividade de apoio ao empreendedorismo em Fortaleza, por intermédio da Economia Criativa.

1. O projeto Orientação Ocupacional de Jovens para o Mercado de Trabalho, instiga a criatividade e a inovação como práticas comuns de vida e ocupação. A meta é beneficiar 800 estudantes de escolas públicas até maio de 2012, que receberão orientação ocupacional. O investimento total é de R$ 50.000.

2. Desde novembro de 2011, artistas circenses, artesãos e empreendedores criativos recebem consultoria gratuita da SDE, a fim de prepará-los para o mercado de negócios. O projeto Apoio ao Empreendedorismo em Micro Negócios Criativos oferece apoio aos 40 empreendimentos inscritos no projeto, que trabalham com Economia Criativa, seja no campo das Artes, Cultura, Educação Criativa, Inovação Tecnológica, dentre outros. O critério de seleção dos participantes foi a criatividade e inovação do seu micro empreendimento.

Todos os empreendimentos inscritos estão sendo visitados para a elaboração de um diagnóstico envolvendo práticas destinadas à organização, produção, gestão e comercialização de produtos, tendo em vista a capacidade produtiva e o potencial de cada projeto. Em seguida, os empreendedores receberão capacitação, consultoria e assessoria empresarial, com oito meses de acompanhamento. O plano de negócio do empreendimento será a etapa final, que permitirá contribuir para a conquista de financiamento na rede bancária. Para a execução do projeto, a SDE investirá R$ 50 mil. A iniciativa contribuirá para melhorias na redução da 'mortalidade' de empreendedores novos, ampliação dos espaços de comercialização de produtos e/ou serviços, além da geração de trabalho e renda qualificada.

3. Em junho de 2012, a SDE realizou a I Mostra de Economia Criativa no Estoril (Praia de Iracema). O evento reuniu cerca de 40 stands de empreendedores, artesãos e artistas locais.  O objetivo da mostra é identificar iniciativas populares de economia criativa, divulgando o trabalho de pessoas ligadas às áreas de tecnologia, artesanato e várias linguagens artísticas, além de criar um banco de dados para o mercado de trabalho.

A Economia Criativa baseia-se em atividades com origem no talento, nas habilidades individuais e no desenvolvimento de competências do trabalho ativo, voltadas para o desenvolvimento local, que tenham conteúdo criativo e valor econômico. Compõem o ciclo da Economia Criativa, a criação, o desenvolvimento e produção, além da distribuição ou comercialização de produtos e serviços criativos.

- Desenvolvimento do Artesanato

Desde 2005, a Coordenação de Trabalho e Renda da SDE vem realizando um trabalho importante para fortalecer a economia popular do Município. Ao todo, 4.100 pessoas foram beneficiadas, estimulando o crescimento do Artesanato na Cidade. Os participantes dos projetos são assistidos, apoiados e capacitados. Dentre os projetos, destacam-se Apoio à Produção Artesanal (Artesanato Competitivo); Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza, que chega à sua sétima edição em 2012, e As Quatro Estações do Artesanato de Fortaleza, que é realizado no ESPAÇO DO ARTESANATO. Além disso, os artesãos participam de eventos e feiras como a Feira de Artesanato, Moda e Alimentos – FAMA, realizada no SEBRAE, Natal de Luz, na Praça do Ferreira, a Feira de Artesanato – FEIRART, realizada na CEART, Feira Internacional de Milão, Feira no Shopping Benfica, Cidade Junina de Maracanaú, dentre outras ações. Ainda assim, artesãos atendidos pela SDE ministraram oficinas e cursos em diversos locais de Fortaleza, como no Shopping Benfica, Shopping Del Paseo, entre outros.

Galeria de Fotos

 

Confira relação dos aprovados para o VII Salão Municipal do Artesanato AQUI

Veja o Edital do VII Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza

Faça o download  do Edital do VII Salão Municipal do Artesanato AQUI

 

Catálogo do VI Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza

Lista  dos classificados para o VI Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza

Edital do VI Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza

Catálogo do V Salão Municipal do Artesanato de Fortaleza

 

 

- Apoio à Comercialização e Feiras

A SDE beneficiou 3610 produtores nos segmentos de artesanato, confecção e comidas regionais, através da realização dos projetos Feiras de Fortaleza e Apoio à Comercialização (Feiras de Artesãos e Feiras Solidárias). Em locais estratégicos da cidade, como Lago Jacarey, Praça de Fátima (Avenida 13 de maio), Praça General Murilo Borges (BNB), Praça Dona Deinha (São Gerardo), Praça Deputado Manoel Rodrigues (Igreja Redonda), Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Mercado São Sebastião são comercializados artefatos em couro, bordado, biscuit, fuxico, crochê, dentre outros produtos. Ao todo 3.610 pessoas foram beneficiadas.

O objetivo da iniciativa é a promoção do artesanato local e a geração de emprego e renda para a população. O projeto de Comercialização e Feiras da SDE também apoia eventos de todas as Secretarias, além de demandas do Orçamento Participativo - OP.

- Apoio ao Empreendedor Individual

Técnicos do Núcleo de Apoio ao Empreendedor Individual (NAEI), da SDE, visitam centros comerciais da Cidade, para estimular a formalização de ambulantes e feirantes. Ao todo, 2.563 pessoas ingressaram no mercado de trabalho formal, a partir das visitas às feiras nos bairros Parangaba, Conjunto Palmeiras, Serrinha, Santa Cecília, Demócrito Rocha, Granja Portugal, além do Centro de Pequenos Negócios de Vendedores Ambulantes - CPNVA (antigo Beco da Poeira), no esqueleto da Rua 24 de Maio, dentre outros.

Ao aderir ao programa Empreendedor Individual, os profissionais passam a contar com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), a emitir notas fiscais, obter o alvará de funcionamento do negócio, além de adquirir diversos benefícios da Previdência Social, como aposentadoria, auxílio - doença, salário - maternidade, dentre outros. Além disso, o empreendedor formal consegue maior facilidade no acesso ao crédito. A contribuição se restringe ao recolhimento no valor fixo mensal de 5% do salário mínimo para a Previdência Social; mais R$ 1 de ICMS, no caso do setor de indústria ou comércio, ou R$ 5 de ISS, se a empresa for do setor de serviços.
          
Podem se transformar em empreendedores individuais os integrantes de mais de 450 ocupações profissionais; dentre elas, ambulantes, vendedoras de cosméticos, cabeleireiros, manicures, eletricistas e outras ações empreendedoras, que faturem até R$ 60 mil anual.

Os interessados preenchem uma ficha de pré-cadastro e apresentam os comprovantes de endereço, CPF e RG. Após a solicitação, o certificado sairá em apenas dois dias. A ação pretende formalizar o maior número possível de empreendedores individuais. O atendimento ao Empreendedor Individual também acontece de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, na sede da SDE.

Além da formalização dos empreendimentos, a SDE também realiza estudo de Categorias Profissionais (borracheiros, relojoeiros, sapateiros, costureiras residenciais, pequenos salões de beleza, oficinas de consertos de eletrodomésticos, quiosques, lanchonetes, fornecedores de marmitas e espaços educacionais de reforço e desenvolvimento escolar autônomos) e assessoria e acompanhamento técnico dos pequenos negócios.

- Apoio ao Empreendedorismo

 A SDE também oferece desenvolvimento de capacitação e consultoria técnica em gestão de negócios dos segmentos da cadeia produtiva (serviços de confecção, informática, gêneros alimentícios e serigrafia), além de estudo e mapeamento de empreendimentos situados em pontos de convergência de negócios em áreas estratégicas de turismo local e desenvolvimento de negócios de mulheres empreendedoras. Ao todo, 400 pessoas foram beneficiadas.

- Apoio à Economia Solidária

O projeto Trabalho Comunitário Solidário tem por meta gerar trabalho e renda, a partir do atendimento de empreendimentos vinculados à Economia Solidária. Destacam-se os projetos:
•Apoio a Empreendimentos Produtivos Solidários (Incubação/Capacitação);
• I e II Mostras de Economia Solidária (em 2012, a III);
• Casa de Economia Solidaria (parceria: MDS);
• Base de Serviços de Apoio à Comercialização de Fortaleza – SECAFES (parceria: MDA/CEF);
• Escola de Economia Solidária (parceria: MTE);
• Apoio ao Desenvolvimento Territorial Sustentável (parceria: MTE/ Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES).

Dentre as ações realizadas pela célula de Economia Solidária destacam-se a implantação da Rede Estrela de Iracema, que apoia 34 grupos produtivos, além de oferecer incentivo à formação de cooperativas de trabalhadores. A SDE também promoveu a instalação do Centro de Comercialização Solidário, no Centro de Referência do Professor, e do quiosque no Terminal do Siqueira. Com o Instituto Palmas de Desenvolvimento e Socioeconomia Solidária em Movimento foi criado um banco comunitário. Outras 35 entidades receberam capacitação e assessoria técnica, através de parceria com a Cáritas Brasileira Regional/Ceará. Além disso, 14 comunidades receberam formação de núcleos de consumidores conscientes, em parceria com a Associação Civil Alternativa Terrazul.  

- Mostra de Economia Solidária

Como forma de promover ações estratégicas de apoio à Economia Solidária e ao desenvolvimento local sustentável, a Prefeitura, por meio da SDE, realizou a III Mostra de Economia Solidária, em junho de 2012, na Praça do Ferreira.

Pelo terceiro ano consecutivo, o evento reuniu produtores e consumidores de artigos da Economia Solidária, a partir de uma programação diversificada. Durante o evento, diversas tipologias são comercializadas, como artesanato, confecção, produtos da agricultura familiar, cosméticos e alimentos, dentre outros. Ao todo, o evento reuniu cerca de 80 empreendimentos econômicos solidários do Município, oriundos da Rede Estrela de Iracema e de outros empreendimentos.

- Programa Cozinha Popular

Ao todo, o programa Cozinha Popular já beneficiou 393 mulheres, que receberam apoio para começar o seu próprio negócio em casa. Além disso, o Programa permite que 3.500 pessoas se alimentem por apenas R$ 1,00, de segunda a sexta-feira, em Fortaleza.

Atualmente, as 53 mulheres participantes da 7ª edição do Programa já produzem as refeições caseiras, as populares “quentinhas”, a partir de um cardápio elaborado por nutricionistas e engenheiros de alimentos.

Por intermédio do Fundo Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico (FMDS), o programa Cozinha Popular possibilita que refeições balanceadas sejam vendidas por apenas R$ 1,00 para pessoas com deficiência alimentar cadastradas no Programa, como gestantes e crianças, além de pessoas desempregadas e famílias que estejam em situação de vulnerabilidade social. Para isso, a Prefeitura de Fortaleza assegura subsídio de R$ 1,80 por cada refeição, diariamente.

As participantes são mulheres chefes de família, desempregadas, residentes em comunidades com vulnerabilidade social. As novas empreendedoras foram selecionadas pela Vigilância Sanitária em maio de 2011, através de visita às residências, e receberam aulas sobre Gestão de Negócios e Empreendedorismo, da própria SDE. As mulheres também receberam o empréstimo de R$1.980,00, investido em equipamentos e/ou reformas.

As mulheres egressas do programa Cozinha Popular poderão integrar a Cooperativa Arteculinária Popular (Cooperarte). Trabalhando em conjunto, as mulheres da cooperativa têm a oportunidade de cozinhar em grande escala e prestar serviços de buffet para todo tipo de evento, aumentando a renda das cooperadas.

- Programa Agência Cidadã de Crédito - PAC

Tem o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de microempreendedores interessados em fortalecer suas atividades produtivas, ou até criar negócios. O PAC amplia o acesso ao microcrédito, além de acompanhar e monitorar os resultados. O público do programa é formado por pessoas de baixa renda, sem acesso ao setor bancário formal, como trabalhadores autônomos, prestadores de serviços, comerciantes, artesãos, produtores que estão à margem do sistema financeiro tradicional e que necessitam de recursos financeiros para fortalecer suas atividades como alternativas de ocupação e renda.

Desde maio de 2005, o PAC concedeu mais de 61 mil microcréditos produtivos, com um total emprestado superior a R$ 48 milhões dinamizando os pequenos negócios, fortalecendo as atividades produtivas, gerando maior sustentabilidade e inclusão social. O Programa conta com a parceria do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

- Programa DIFERENCIART

O programa DIFERENCIART é uma política pública voltada para o desenvolvimento inclusivo, por meio da geração de ocupação e renda das pessoas com deficiência e seus familiares. Atualmente, 24 entidades integram o projeto, dentre elas a Casa da Esperança, Instituto Pestalozzi, Abrigo Desembargador Olívio Câmara - ADOC, os Centros de Atenção Psicossocial – CAPS e o Instituto Moreira de Souza.  O projeto também oferece cursos e oficinas de Artesanato para pessoas com deficiência e seus familiares.
         
Através da inclusão sócio produtiva de pessoas com deficiência e seus familiares, 302 pessoas foram beneficiadas.