23 de dezembro de 2013 em Saúde

AMC otimiza deslocamento de transporte de órgãos em Fortaleza

De janeiro a novembro deste ano, nove corações, um pulmão e um fígado foram transportados com o suporte de motociclistas batedores da AMC


Grande parte dos órgãos foi captada no IJF e encaminhada para o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Foto: Marcos Moura)

Além da rotina diária de controlar o tráfego, coibir práticas irregulares de motoristas e prestar atendimento a acidentes, funções de inegável importância para a mobilidade das pessoas e da cidade, os agentes de trânsito também ajudam a salvar vidas ao fornecer apoio para o transporte de órgãos. De janeiro a novembro deste ano, nove corações, um pulmão e um fígado foram transportados com o suporte de motociclistas batedores da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC). Grande parte desses órgãos foi captada no Instituto Dr. José Frota (IJF) e encaminhada para o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.

O suporte dado à realização de transplantes varia desde o auxílio ao trabalho de escolta com agentes realizando bloqueios provisórios nas vias transversais ao controle dos semáforos centralizados, que possibilitam maior fluidez do tráfego com a programação da “onda verde” durante os percursos. À medida que o comboio se aproxima dos equipamentos semafóricos, o tempo do sinal é alterado para permanecer no estágio verde. Com essa sincronia aliada ao apoio dos agentes, é possível otimizar os deslocamentos do Centro à Messejana em até sete minutos.

Segundo o presidente da AMC, Vítor Ciasca, esse tipo de trabalho é fundamental para um resultado satisfatório da operação. “Cada segundo na vida dos pacientes que estão à espera de cirurgia é decisivo. Por isso, estamos sempre investindo na qualificação dos agentes de trânsito, principalmente, numa atividade como essa, de risco, que exige a atuação de profissionais bem treinados, capazes de tomar decisões rápidas em situações de grande pressão”, explica.

Dos 398 agentes que compõem o corpo técnico do órgão, cerca de 30 estão aptos a exercer esse tipo de função. “É gratificante saber que nosso trabalho é capaz de colaborar na recuperação de pessoas doentes, muitas vezes até desacreditadas. A sensação é ainda melhor quando chegamos ao hospital e encontramos a família daquele enfermo com um sorriso no rosto e o olhar cheio de esperança aguardando pelo órgão”, relata Agamenon Pergentino, mais antigo batedor da Autarquia e instrutor responsável pela formação dos demais companheiros.

Para acionar esse tipo de serviço, após a família autorizar a doação do órgão, o hospital deve entrar em contato com a AMC através do 190. Numa operação como essa, quatro motociclistas batedores são suficientes para garantir a rapidez no trajeto e, consequentemente, dar nova chance de vida a quem necessita.

Saiba mais

O coração é um órgão que desde a retirada, o transporte, a implantação no paciente até voltar a bater, não pode ultrapassar o tempo de quatro horas. Por isso, a agilidade é fator preponderante para o sucesso de um transplante.

AMC otimiza deslocamento de transporte de órgãos em Fortaleza

De janeiro a novembro deste ano, nove corações, um pulmão e um fígado foram transportados com o suporte de motociclistas batedores da AMC

Grande parte dos órgãos foi captada no IJF e encaminhada para o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Foto: Marcos Moura)

Além da rotina diária de controlar o tráfego, coibir práticas irregulares de motoristas e prestar atendimento a acidentes, funções de inegável importância para a mobilidade das pessoas e da cidade, os agentes de trânsito também ajudam a salvar vidas ao fornecer apoio para o transporte de órgãos. De janeiro a novembro deste ano, nove corações, um pulmão e um fígado foram transportados com o suporte de motociclistas batedores da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC). Grande parte desses órgãos foi captada no Instituto Dr. José Frota (IJF) e encaminhada para o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.

O suporte dado à realização de transplantes varia desde o auxílio ao trabalho de escolta com agentes realizando bloqueios provisórios nas vias transversais ao controle dos semáforos centralizados, que possibilitam maior fluidez do tráfego com a programação da “onda verde” durante os percursos. À medida que o comboio se aproxima dos equipamentos semafóricos, o tempo do sinal é alterado para permanecer no estágio verde. Com essa sincronia aliada ao apoio dos agentes, é possível otimizar os deslocamentos do Centro à Messejana em até sete minutos.

Segundo o presidente da AMC, Vítor Ciasca, esse tipo de trabalho é fundamental para um resultado satisfatório da operação. “Cada segundo na vida dos pacientes que estão à espera de cirurgia é decisivo. Por isso, estamos sempre investindo na qualificação dos agentes de trânsito, principalmente, numa atividade como essa, de risco, que exige a atuação de profissionais bem treinados, capazes de tomar decisões rápidas em situações de grande pressão”, explica.

Dos 398 agentes que compõem o corpo técnico do órgão, cerca de 30 estão aptos a exercer esse tipo de função. “É gratificante saber que nosso trabalho é capaz de colaborar na recuperação de pessoas doentes, muitas vezes até desacreditadas. A sensação é ainda melhor quando chegamos ao hospital e encontramos a família daquele enfermo com um sorriso no rosto e o olhar cheio de esperança aguardando pelo órgão”, relata Agamenon Pergentino, mais antigo batedor da Autarquia e instrutor responsável pela formação dos demais companheiros.

Para acionar esse tipo de serviço, após a família autorizar a doação do órgão, o hospital deve entrar em contato com a AMC através do 190. Numa operação como essa, quatro motociclistas batedores são suficientes para garantir a rapidez no trajeto e, consequentemente, dar nova chance de vida a quem necessita.

Saiba mais

O coração é um órgão que desde a retirada, o transporte, a implantação no paciente até voltar a bater, não pode ultrapassar o tempo de quatro horas. Por isso, a agilidade é fator preponderante para o sucesso de um transplante.