09 de agosto de 2022 em Juventude

Atleta da Rede Cuca vai disputar o Campeonato Mundial de Triathlon em Samorin, na Eslováquia

Com o apoio da Prefeitura de Fortaleza, Keuviane Mesquita embarca neste domingo (14/08) para disputar o  2022 World Triathlon Multisport Championships


Keuviane posa para a foto na piscina
Keuviane Mesquita treina no Cuca Jangurussu e se classificou para o mundial após ser campeã no Campeonato Brasileiro 2021, na Bahia

A Rede Cuca, política pública da Prefeitura de Fortaleza executada pela Secretaria Municipal da Juventude, será representada pela triatleta Keuviane Mesquita, 27 anos, no campeonato mundial de triathlon 2022 World Triathlon Multisport Championships, que acontece entre 18 e 21 de agosto, em Samorin, na Eslováquia. Com apoio do programa Voa Juventude, da Sejuv, a jovem embarca neste domingo (14/08), no Aeroporto Internacional de Fortaleza.  

Keuviane Mesquita vai competir na prova de Aquathlon (natação e corrida), na categoria de 25 a 29 anos, feminino. A jovem treina no Cuca Jangurussu e se classificou para o mundial após ser campeã no Campeonato Brasileiro 2021, na Bahia.

Quando chegou à Rede Cuca, em 2014, Keuviane não sabia nadar e, inicialmente, se matriculou no muay thai e no curso de inglês. Por influência de um amigo, decidiu fazer natação. Foi quando conheceu o professor William Macedo, atualmente, treinador da atleta. “Passei mais de uma semana para poder ir fazer o teste de natação, por conta de não saber nadar, e foi graças à insistência do professor William Macedo e a sua paciência que eu aprendi”, relembra.

Não demorou muito para começar a despontar no triathlon. No ano seguinte, a jovem atleta já participava de competições locais. Em 2016, foi vice-campeã no circuito nacional Sesc Triathlon na etapa Belém (PA) e na etapa Pecém (CE). Em 2017, por questões pessoais, precisou se afastar dos treinos para se dedicar ao trabalho.

Em setembro de 2019, voltou a treinar na Rede Cuca, porém, com a chegada da pandemia, teve que parar novamente. Em 2021, retornou aos treinos e não parou mais. No mesmo ano, conquistou a segunda colocação no Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico, no qual se classificou para o bBasileiro. Meses depois, foi campeã em sua categoria no Brasileiro de Aquathlon, na Bahia. Com a conquista no campeonato brasileiro, Keuviane se classificou para o Mundial de Triathlon Multiesportivo.

Esta é a sua primeira competição internacional e, mesmo sem apoio da família, a jovem segue treinando. “Atualmente, estar na Rede Cuca é minha prioridade. Minha família não me apoia, sou eu por mim mesma. Prefiro não criar expectativas e vou fazer o meu melhor. Estou treinando muito, treino todos os dias”, diz.

Além dos equipamentos e infraestrutura no dia a dia de treinos na Rede Cuca, a atleta recebeu o apoio do programa Voa Juventude, da Secretaria Municipal da Juventude, com auxílio na inscrição e passagens para o campeonato. Outro parceiro da atleta é a Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece).

Expectativas e preparação

O professor da Rede Cuca e treinador de Keuviane, William Macedo, não esconde o orgulho de ver as conquistas dos seus alunos. Atleta experiente, ele diz sentir-se realizado. "A sensação é de realização. Eu também sou atleta e sinto que também é fruto do meu trabalho. Então, eu vibro com os resultados deles e mais ainda quando a gente sabe que as condições deles não são favoráveis”, comenta.

Para a competição internacional, o professor tem boas expectativas. “Ela está bem em relação aos treinos. A gente está preocupado com o frio porque ela não tem o costume com temperaturas baixas e a perspectiva é que a temperatura lá esteja na casa dos 20oC, mas a gente sabe que pode mudar”, assinala.

William acredita no potencial da atleta e, mesmo sabendo do alto nível dos concorrentes, espera bons resultados. “Keuviane é modesta na fala dela. Temos uma boa perspectiva se ela estiver com a ‘cabeça’ boa para essa prova. Porque competir no cearense é uma coisa, no brasileiro outra. No mundial, a história é diferente, todos os atletas têm chances de vencer. Espero que ela fique em um top 10, mas torcemos por um pódio”, vislumbra.

Atleta da Rede Cuca vai disputar o Campeonato Mundial de Triathlon em Samorin, na Eslováquia

Com o apoio da Prefeitura de Fortaleza, Keuviane Mesquita embarca neste domingo (14/08) para disputar o  2022 World Triathlon Multisport Championships

Keuviane posa para a foto na piscina
Keuviane Mesquita treina no Cuca Jangurussu e se classificou para o mundial após ser campeã no Campeonato Brasileiro 2021, na Bahia

A Rede Cuca, política pública da Prefeitura de Fortaleza executada pela Secretaria Municipal da Juventude, será representada pela triatleta Keuviane Mesquita, 27 anos, no campeonato mundial de triathlon 2022 World Triathlon Multisport Championships, que acontece entre 18 e 21 de agosto, em Samorin, na Eslováquia. Com apoio do programa Voa Juventude, da Sejuv, a jovem embarca neste domingo (14/08), no Aeroporto Internacional de Fortaleza.  

Keuviane Mesquita vai competir na prova de Aquathlon (natação e corrida), na categoria de 25 a 29 anos, feminino. A jovem treina no Cuca Jangurussu e se classificou para o mundial após ser campeã no Campeonato Brasileiro 2021, na Bahia.

Quando chegou à Rede Cuca, em 2014, Keuviane não sabia nadar e, inicialmente, se matriculou no muay thai e no curso de inglês. Por influência de um amigo, decidiu fazer natação. Foi quando conheceu o professor William Macedo, atualmente, treinador da atleta. “Passei mais de uma semana para poder ir fazer o teste de natação, por conta de não saber nadar, e foi graças à insistência do professor William Macedo e a sua paciência que eu aprendi”, relembra.

Não demorou muito para começar a despontar no triathlon. No ano seguinte, a jovem atleta já participava de competições locais. Em 2016, foi vice-campeã no circuito nacional Sesc Triathlon na etapa Belém (PA) e na etapa Pecém (CE). Em 2017, por questões pessoais, precisou se afastar dos treinos para se dedicar ao trabalho.

Em setembro de 2019, voltou a treinar na Rede Cuca, porém, com a chegada da pandemia, teve que parar novamente. Em 2021, retornou aos treinos e não parou mais. No mesmo ano, conquistou a segunda colocação no Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico, no qual se classificou para o bBasileiro. Meses depois, foi campeã em sua categoria no Brasileiro de Aquathlon, na Bahia. Com a conquista no campeonato brasileiro, Keuviane se classificou para o Mundial de Triathlon Multiesportivo.

Esta é a sua primeira competição internacional e, mesmo sem apoio da família, a jovem segue treinando. “Atualmente, estar na Rede Cuca é minha prioridade. Minha família não me apoia, sou eu por mim mesma. Prefiro não criar expectativas e vou fazer o meu melhor. Estou treinando muito, treino todos os dias”, diz.

Além dos equipamentos e infraestrutura no dia a dia de treinos na Rede Cuca, a atleta recebeu o apoio do programa Voa Juventude, da Secretaria Municipal da Juventude, com auxílio na inscrição e passagens para o campeonato. Outro parceiro da atleta é a Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece).

Expectativas e preparação

O professor da Rede Cuca e treinador de Keuviane, William Macedo, não esconde o orgulho de ver as conquistas dos seus alunos. Atleta experiente, ele diz sentir-se realizado. "A sensação é de realização. Eu também sou atleta e sinto que também é fruto do meu trabalho. Então, eu vibro com os resultados deles e mais ainda quando a gente sabe que as condições deles não são favoráveis”, comenta.

Para a competição internacional, o professor tem boas expectativas. “Ela está bem em relação aos treinos. A gente está preocupado com o frio porque ela não tem o costume com temperaturas baixas e a perspectiva é que a temperatura lá esteja na casa dos 20oC, mas a gente sabe que pode mudar”, assinala.

William acredita no potencial da atleta e, mesmo sabendo do alto nível dos concorrentes, espera bons resultados. “Keuviane é modesta na fala dela. Temos uma boa perspectiva se ela estiver com a ‘cabeça’ boa para essa prova. Porque competir no cearense é uma coisa, no brasileiro outra. No mundial, a história é diferente, todos os atletas têm chances de vencer. Espero que ela fique em um top 10, mas torcemos por um pódio”, vislumbra.