Começou o Carnaval de Fortaleza 2026. Dando início aos festejos, um Baile de Máscaras celebrou os 111 anos do Teatro São José, ocupando a praça em frente ao Teatro na noite desta sexta-feira (13/2). O evento marcou a abertura oficial da programação carnavalesca promovida pela Prefeitura de Fortaleza por meio da Secretaria da Cultura (Secultfor), reunindo público em uma atmosfera de fantasia, música e valorização da memória cultural.
Com o tema Na Batida dos 300, o Ciclo Carnavalesco de Fortaleza 2026 celebra os 300 anos de Fortaleza e homenageia o Mestre Macaúba do Bandolim. A festa segue até terça-feira (24/2), em diversos polos espalhados pela cidade. No primeiro dia de folia, a animação ficou por conta das atrações Fortal 90, Frevilhando e Banda Bode Beat, além de diversos brincantes fantasiados e mascarados.
Conforme a secretária da Cultura, Helena Barbosa, iniciar o Carnaval de Fortaleza no Teatro São José é também uma forma de reposicionar o equipamento no circuito cultural da cidade.
“Pela primeira vez desde que se tornou um teatro público, o São José vai passar a ter as condições necessárias para funcionar de maneira contínua, com equipe, estrutura e programação permanente, como parte das entregas dos 300 anos de Fortaleza. Inserir esse espaço histórico na abertura da festa celebra a identidade cultural do nosso povo, valoriza um teatro que foi construído por trabalhadores e amplia o diálogo entre o patrimônio e a cultura popular,” afirmou a secretária.
Segundo a diretora do Teatro São José, Silvia Moura, o baile de aniversário contribui para ampliar a visibilidade do Teatro e fortalecer o vínculo da população com o equipamento histórico centenário.
“Essa festa cria uma tradição, aproxima o teatro da cultura de rua e dá visibilidade a um patrimônio que é um dos mais importantes da cidade, o São José é o segundo tratro mais antigo de Fortaleza. A proposta é que ele esteja cada vez mais integrado às grandes celebrações da Capital, ocupando lugar de destaque na história, no imaginário e na memória afetiva dos fortalezenses,” destacou Silvia Moura.
Celebrar a memória da cidade
O microempreendedor Jackson Costa Barreto sempre faz questão de curtir o Carnaval em Fortaleza e se entusiasmou tanto com a abertura da programação na sexta-feira quanto com o polo da folia.
“Eu não conhecia o Teatro, apesar de ser cearense, por isso tive curiosidade de vir hoje, e estou achando maravilhoso, tranquilo, bem organizado, com segurança, e uma programação perfeita. Eu nunca comecei a brincar Carnaval na sexta-feira, esse vai ser o primeiro ano, e já estou animado,” conta Jackson.
Já a socióloga Paula Queiroz está brincando o Carnaval na capital cearense pela primeira vez, e considera que o Ciclo Carnavalesco da cidade se destaca pela diversidade e pela descentralização, “uma ideia maravilhosa”. Para ela, o baile também é uma forma de contemplar a memória da cidade.
“Decidi começar o Carnaval aqui no Teatro por ser um local histórico, com uma programação super legal. Eu acho importante que a gente resgate esses movimentos que fazem parte da nossa cultura e da nossa história, como os bailes de máscaras e as marchinhas, e a gente sabe que no Ceará também tem isso. O Carnaval de Fortaleza tem tudo para crescer cada vez mais,” observa Paula.
