07 de Janeiro de 2026 em Cultura IMPRIMIR

Cultura em movimento: primeiro ano de gestão celebra entregas, conexões e uma Fortaleza mais viva

Entre ações de patrimônio, fomento, difusão, participação social e fortalecimento institucional, Secultfor completa um ciclo de entregas que consolidam uma política cultural mais democrática, inclusiva e acessível


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A Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) inicia o ano de 2026 celebrando os bons resultados da atuação impactante ao longo dos primeiros 365 dias de nova gestão.

Entre ações de patrimônio, fomento, difusão, participação social e fortalecimento institucional, 2025 marcou um ciclo de entregas que consolidam a descentralização de eventos estruturantes e da produção criativa e artística em Fortaleza.

Para a secretária da Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa, o primeiro ano da nova gestão reafirma a cultura como eixo fundamental de pertencimento e transformação da cidade. “Resgatar a cultura de Fortaleza é reconhecer as memórias que nos formam, valorizar quem faz cultura no cotidiano e garantir que nossas tradições, linguagens e territórios sigam vivos e em movimento”, destaca.

Em um ano intenso, do Carnaval ao São João, do Festival Bora ao XVI Festival de Teatro de Fortaleza, a cultura ganhou as ruas, os palcos, as escolas, as praças e os territórios da cidade. A gestão tomou a produção artística como motor de diálogo e impacto social, fazendo chegar políticas públicas a lugares antes pouco alcançados.

Houve investimento recorde em editais, retomada de equipamentos culturais, fortalecimento de vínculos com artistas e coletivos, criação de novos programas e a consolidação de uma agenda cultural que atravessou todas as estações. Seja nas grandes festas populares, nos festivais, nas ações de patrimônio, nos lançamentos literários ou nas rodas de escuta com a sociedade civil, 2025 mostrou que a cultura de Fortaleza está mais viva, mais presente e mais próxima de quem faz e de quem frui.

Grandes eventos: cultura viva em todos os cantos da cidade

O Carnaval 2025 foi uma festa para ficar na história. Marcado pela descentralização, segurança, inclusão e pluralidade, foram 12 Regionais, 21 polos e mais de 1 milhão de pessoas celebrando a cultura nas ruas de Fortaleza. A folia contou com mais de 24 mil artistas e brincantes em 193 apresentações, 48 blocos independentes, 7 blocos tradicionais, 14 maracatus e 26 outras agremiações. Além da alegria, o evento impulsionou o turismo e a economia, atraindo 200 mil turistas, gerando 25% de incremento econômico, 56.756 empregos, renda para 634 ambulantes e uma receita de R$ 973 milhões.

Realizado entre 8 e 13 de abril, o Aniversário de 299 de Fortaleza, que teve como tema “Viver a cidade é celebrar nossa história”, ocorreu de forma descentralizada, com programações multilinguagens. A agenda contou com a tradicional programação no Aterrinho da Praia de Iracema e um grande palco na Lagoa da Parangaba, atraindo cerca de 20 mil pessoas, além de atividades culturais distribuídas por vários bairros.

O São João 2025, sob o tema “É Arraiá por toda a cidade”, teve abertura em destaque no bairro José Walter e, entre os dias 13 de junho e 13 de julho, levou uma ampla programação cultural a 23 bairros de Fortaleza. Ao todo, foram realizados 24 festivais e apresentações de 50 quadrilhas distribuídas pelas 12 Regionais, reafirmando a política de descentralização cultural e a valorização da quadrilha junina, manifestação reconhecida oficialmente como patrimônio imaterial da cidade.

O Edital Festejos Juninos 2025 apoiou 74 projetos, com investimento de R$ 1,3 milhão. As 12 quadrilhas mais bem avaliadas participaram da grande final, realizada nos dias 18 e 19 de julho, no quadrilhódromo do José Walter. A iniciativa fortaleceu a cultura popular, impulsionou a economia criativa e ampliou o acesso da população às celebrações juninas.

O Festival Bora ampliou a programação de férias da Praia de Iracema e levou atividades também para a Barra do Ceará, Pirambu, Centro, Beira-mar e Titanzinho, com ações realizadas aos fins de semana, entre 4 e 20 de julho. Ao longo de três fins de semana, o festival mobilizou mais de 70 mil pessoas, somou mais de 125 horas de atividades, ativou seis territórios e envolveu mais de 300 trabalhadores da cultura, além de gerar mais de 90 postos de trabalho para catadoras, catadores e equipes de sustentabilidade e recolher mais de 1,5 tonelada de resíduos.

A programação do XVI Festival de Teatro de Fortaleza incluiu espetáculos, música, lançamentos literários, feiras criativas, encontros com programadores e ações de acessibilidade, sustentabilidade e políticas afirmativas. Foram apresentados 37 espetáculos em três mostras, além de 19 ocupações em 22 bairros, alcançando 10 regionais e mobilizando mais de 400 profissionais da cultura. A edição também homenageou cinco grupos e destacou a forte articulação intersecretarias.

Patrimônio material e imaterial

A Secultfor avançou significativamente na área do patrimônio no primeiro ano de gestão, com o tombamento definitivo da Casa do Frei Tito e do casarão da Av. Santos Dumont, além da validação do aumento de 218% das Zonas de Patrimônio Cultural no novo Plano Diretor. No patrimônio imaterial, Fortaleza se destacou no pioneirismo do registro da quadrilha junina como patrimônio imaterial, ao celebrar o Dia Municipal do Maracatu com cortejo na Beira-Mar e fortalecer tradições como as festas de Iemanjá e de São Pedro dos Pescadores.

Também foi lançada a quinta edição da Coleção Pajeú, reunindo a história de bairros e equipamentos culturais da cidade. Além disso, dando continuidade às ações no campo dos ciclos culturais, a Secultfor realizou o Ciclo Natalino 2025 e o Ciclo da Paixão de Cristo, com programações que circularam pelas 12 Regionais de Fortaleza. As ações ampliaram o acesso da população às manifestações da cultura popular e às tradições religiosas.

Difusão: reabertura de equipamentos

A difusão da cultura manteve-se em constante movimento com a reabertura do Centro Cultural Belchior, espaço emblemático que retomou suas atividades como polo vivo da produção artística cearense. Outro marco importante foi a reabertura da Casa do Barão de Camocim, que voltou a receber o 76º Salão de Abril, reafirmando o compromisso com a valorização e a visibilidade das artes visuais por meio de um dos eventos mais tradicionais e relevantes do país.

Somam-se a esse conjunto de ações, em 2025, a retomada da histórica sede da Secretaria, com a revitalização do Teatro Antonieta Noronha e a implantação do Memorial da Resistência, inaugurado em 8 de agosto, fortalecendo a preservação da memória e da cultura local.

Fomento: um ano de muitos editais

A Secultfor encaminhou 24 editais ao longo do ano, contemplando ações de fomento, credenciamento e premiação. Com recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e do Tesouro Municipal, foram investidos mais de R$ 12,2 milhões, beneficiando 697 prêmios e projetos em diversas linguagens e territórios da cidade.

Um dos destaques foi o destravamento do X Edital das Artes, anteriormente paralisado e agora avançando para a fase de pagamento.

Entre os destaques, estão o Edital de Premiação de Quadrilhas Juninas, com R$ 1,02 milhão para 50 grupos, o Credenciamento de Grupos de Maracatu, editais para povos e comunidades tradicionais, além da inclusão de Humor, Dança, Circo, Fotografia e Literatura no Edital Arte e Leitura. Também foram lançados o Edital Arte e Cultura DEF e os Editais Cultura Viva, fortalecendo a rede municipal de pontos de cultura.

Nos programas, destacaram-se o Cultura na Calçada, a ser executado em 2026, e os programas Cultura Infância e Diálogos de Rua, voltados a crianças e agentes culturais em situação de vulnerabilidade, integrando o eixo Cultura Inclusiva do Programa Fortaleza Inclusiva. Na área do patrimônio, 12 editais exclusivos somaram R$ 8,6 milhões, apoiando 479 iniciativas nas 12 Regionais.

Formação

Em outubro, a Vila das Artes completou 19 anos de atuação, consolidando-se como um dos principais espaços de formação cultural da cidade, com seis escolas voltadas às áreas de audiovisual, circo, artes visuais, teatro, música e dança. Somente em 2025, a instituição ofertou 360 ações formativas, entre cursos de longa duração, cursos livres e oficinas realizadas pelas Escolas Públicas de Circo, Dança, Artes Visuais, Audiovisual, Música e Teatro, alcançando, até o momento, um público de 5.863 pessoas.

No mesmo período, o Centro Cultural Belchior promoveu 44 ações formativas, que atenderam aproximadamente 1.700 participantes, enquanto a Casa do Barão de Camocim realizou 11 ações formativas, contemplando 242 pessoas.
Já o Programa Agilizo Cultural, voltado à formação gratuita de trabalhadoras e trabalhadores da cultura, ofertou seis oficinas e mais de 1.200 vagas, com ações realizadas nas 12 Regionais da cidade.

Fortalecimento institucional: parcerias e projeção nacional

A Secultfor desenvolveu uma série de ações estratégicas, incluindo agendas diversas com o Ministério da Cultura (MinC), em Brasília, e a chancela de Fortaleza como Cidade do Design pela Unesco, que também garantiu a presença de 17 marcas cearenses na DW! São Paulo 2025. Destaca-se ainda a articulação para o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025 em Fortaleza, além do estabelecimento de importantes parcerias com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) e a Secretaria Municipal da Educação (SME).

Diálogo e pacto coletivo: decisões construídas coletivamente

As conquistas de 2025 só foram possíveis graças à participação ativa dos cidadãos. Todos os projetos que utilizam recursos do Fundo passaram por aprovação dos conselheiros e conselheiras da Cultura, ouvidos em 13 encontros do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) e 12 encontros do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Comphic).

A fim de seguir com a descentralização das decisões e fortalecer a participação da sociedade civil na construção das políticas culturais da cidade, a Secultfor realizou uma agenda intensa que incluiu reuniões de avaliação e planejamento de eventos estruturantes e editais, a criação de fóruns do Carnaval e do São João, encontros do Cultura na Calçada nas 12 Regionais, que reuniram mais de 421 agentes culturais, além de encontro com 26 fóruns de linguagens, totalizando mais de 1000 agentes culturais ouvidos.

Cultura e cidade

Entre as diversas ações culturais descentralizadas, a cultura de Fortaleza atuou como elo de conexão entre pessoas, territórios e memórias, evidenciando o potencial turístico e cultural da cidade, valorizando talentos locais e convidando o público a vivenciar novas experiências e redescobrir espaços urbanos. As iniciativas estimularam o sentimento de pertencimento e a curiosidade pela própria história, com destaque para o ciclo programático especial em celebração aos 100 anos da Praia de Iracema e para a programação comemorativa pelos 119 anos da comunidade Poço da Draga.

Cultura em movimento: primeiro ano de gestão celebra entregas, conexões e uma Fortaleza mais viva

Entre ações de patrimônio, fomento, difusão, participação social e fortalecimento institucional, Secultfor completa um ciclo de entregas que consolidam uma política cultural mais democrática, inclusiva e acessível

A Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) inicia o ano de 2026 celebrando os bons resultados da atuação impactante ao longo dos primeiros 365 dias de nova gestão.

Entre ações de patrimônio, fomento, difusão, participação social e fortalecimento institucional, 2025 marcou um ciclo de entregas que consolidam a descentralização de eventos estruturantes e da produção criativa e artística em Fortaleza.

Para a secretária da Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa, o primeiro ano da nova gestão reafirma a cultura como eixo fundamental de pertencimento e transformação da cidade. “Resgatar a cultura de Fortaleza é reconhecer as memórias que nos formam, valorizar quem faz cultura no cotidiano e garantir que nossas tradições, linguagens e territórios sigam vivos e em movimento”, destaca.

Em um ano intenso, do Carnaval ao São João, do Festival Bora ao XVI Festival de Teatro de Fortaleza, a cultura ganhou as ruas, os palcos, as escolas, as praças e os territórios da cidade. A gestão tomou a produção artística como motor de diálogo e impacto social, fazendo chegar políticas públicas a lugares antes pouco alcançados.

Houve investimento recorde em editais, retomada de equipamentos culturais, fortalecimento de vínculos com artistas e coletivos, criação de novos programas e a consolidação de uma agenda cultural que atravessou todas as estações. Seja nas grandes festas populares, nos festivais, nas ações de patrimônio, nos lançamentos literários ou nas rodas de escuta com a sociedade civil, 2025 mostrou que a cultura de Fortaleza está mais viva, mais presente e mais próxima de quem faz e de quem frui.

Grandes eventos: cultura viva em todos os cantos da cidade

O Carnaval 2025 foi uma festa para ficar na história. Marcado pela descentralização, segurança, inclusão e pluralidade, foram 12 Regionais, 21 polos e mais de 1 milhão de pessoas celebrando a cultura nas ruas de Fortaleza. A folia contou com mais de 24 mil artistas e brincantes em 193 apresentações, 48 blocos independentes, 7 blocos tradicionais, 14 maracatus e 26 outras agremiações. Além da alegria, o evento impulsionou o turismo e a economia, atraindo 200 mil turistas, gerando 25% de incremento econômico, 56.756 empregos, renda para 634 ambulantes e uma receita de R$ 973 milhões.

Realizado entre 8 e 13 de abril, o Aniversário de 299 de Fortaleza, que teve como tema “Viver a cidade é celebrar nossa história”, ocorreu de forma descentralizada, com programações multilinguagens. A agenda contou com a tradicional programação no Aterrinho da Praia de Iracema e um grande palco na Lagoa da Parangaba, atraindo cerca de 20 mil pessoas, além de atividades culturais distribuídas por vários bairros.

O São João 2025, sob o tema “É Arraiá por toda a cidade”, teve abertura em destaque no bairro José Walter e, entre os dias 13 de junho e 13 de julho, levou uma ampla programação cultural a 23 bairros de Fortaleza. Ao todo, foram realizados 24 festivais e apresentações de 50 quadrilhas distribuídas pelas 12 Regionais, reafirmando a política de descentralização cultural e a valorização da quadrilha junina, manifestação reconhecida oficialmente como patrimônio imaterial da cidade.

O Edital Festejos Juninos 2025 apoiou 74 projetos, com investimento de R$ 1,3 milhão. As 12 quadrilhas mais bem avaliadas participaram da grande final, realizada nos dias 18 e 19 de julho, no quadrilhódromo do José Walter. A iniciativa fortaleceu a cultura popular, impulsionou a economia criativa e ampliou o acesso da população às celebrações juninas.

O Festival Bora ampliou a programação de férias da Praia de Iracema e levou atividades também para a Barra do Ceará, Pirambu, Centro, Beira-mar e Titanzinho, com ações realizadas aos fins de semana, entre 4 e 20 de julho. Ao longo de três fins de semana, o festival mobilizou mais de 70 mil pessoas, somou mais de 125 horas de atividades, ativou seis territórios e envolveu mais de 300 trabalhadores da cultura, além de gerar mais de 90 postos de trabalho para catadoras, catadores e equipes de sustentabilidade e recolher mais de 1,5 tonelada de resíduos.

A programação do XVI Festival de Teatro de Fortaleza incluiu espetáculos, música, lançamentos literários, feiras criativas, encontros com programadores e ações de acessibilidade, sustentabilidade e políticas afirmativas. Foram apresentados 37 espetáculos em três mostras, além de 19 ocupações em 22 bairros, alcançando 10 regionais e mobilizando mais de 400 profissionais da cultura. A edição também homenageou cinco grupos e destacou a forte articulação intersecretarias.

Patrimônio material e imaterial

A Secultfor avançou significativamente na área do patrimônio no primeiro ano de gestão, com o tombamento definitivo da Casa do Frei Tito e do casarão da Av. Santos Dumont, além da validação do aumento de 218% das Zonas de Patrimônio Cultural no novo Plano Diretor. No patrimônio imaterial, Fortaleza se destacou no pioneirismo do registro da quadrilha junina como patrimônio imaterial, ao celebrar o Dia Municipal do Maracatu com cortejo na Beira-Mar e fortalecer tradições como as festas de Iemanjá e de São Pedro dos Pescadores.

Também foi lançada a quinta edição da Coleção Pajeú, reunindo a história de bairros e equipamentos culturais da cidade. Além disso, dando continuidade às ações no campo dos ciclos culturais, a Secultfor realizou o Ciclo Natalino 2025 e o Ciclo da Paixão de Cristo, com programações que circularam pelas 12 Regionais de Fortaleza. As ações ampliaram o acesso da população às manifestações da cultura popular e às tradições religiosas.

Difusão: reabertura de equipamentos

A difusão da cultura manteve-se em constante movimento com a reabertura do Centro Cultural Belchior, espaço emblemático que retomou suas atividades como polo vivo da produção artística cearense. Outro marco importante foi a reabertura da Casa do Barão de Camocim, que voltou a receber o 76º Salão de Abril, reafirmando o compromisso com a valorização e a visibilidade das artes visuais por meio de um dos eventos mais tradicionais e relevantes do país.

Somam-se a esse conjunto de ações, em 2025, a retomada da histórica sede da Secretaria, com a revitalização do Teatro Antonieta Noronha e a implantação do Memorial da Resistência, inaugurado em 8 de agosto, fortalecendo a preservação da memória e da cultura local.

Fomento: um ano de muitos editais

A Secultfor encaminhou 24 editais ao longo do ano, contemplando ações de fomento, credenciamento e premiação. Com recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e do Tesouro Municipal, foram investidos mais de R$ 12,2 milhões, beneficiando 697 prêmios e projetos em diversas linguagens e territórios da cidade.

Um dos destaques foi o destravamento do X Edital das Artes, anteriormente paralisado e agora avançando para a fase de pagamento.

Entre os destaques, estão o Edital de Premiação de Quadrilhas Juninas, com R$ 1,02 milhão para 50 grupos, o Credenciamento de Grupos de Maracatu, editais para povos e comunidades tradicionais, além da inclusão de Humor, Dança, Circo, Fotografia e Literatura no Edital Arte e Leitura. Também foram lançados o Edital Arte e Cultura DEF e os Editais Cultura Viva, fortalecendo a rede municipal de pontos de cultura.

Nos programas, destacaram-se o Cultura na Calçada, a ser executado em 2026, e os programas Cultura Infância e Diálogos de Rua, voltados a crianças e agentes culturais em situação de vulnerabilidade, integrando o eixo Cultura Inclusiva do Programa Fortaleza Inclusiva. Na área do patrimônio, 12 editais exclusivos somaram R$ 8,6 milhões, apoiando 479 iniciativas nas 12 Regionais.

Formação

Em outubro, a Vila das Artes completou 19 anos de atuação, consolidando-se como um dos principais espaços de formação cultural da cidade, com seis escolas voltadas às áreas de audiovisual, circo, artes visuais, teatro, música e dança. Somente em 2025, a instituição ofertou 360 ações formativas, entre cursos de longa duração, cursos livres e oficinas realizadas pelas Escolas Públicas de Circo, Dança, Artes Visuais, Audiovisual, Música e Teatro, alcançando, até o momento, um público de 5.863 pessoas.

No mesmo período, o Centro Cultural Belchior promoveu 44 ações formativas, que atenderam aproximadamente 1.700 participantes, enquanto a Casa do Barão de Camocim realizou 11 ações formativas, contemplando 242 pessoas.
Já o Programa Agilizo Cultural, voltado à formação gratuita de trabalhadoras e trabalhadores da cultura, ofertou seis oficinas e mais de 1.200 vagas, com ações realizadas nas 12 Regionais da cidade.

Fortalecimento institucional: parcerias e projeção nacional

A Secultfor desenvolveu uma série de ações estratégicas, incluindo agendas diversas com o Ministério da Cultura (MinC), em Brasília, e a chancela de Fortaleza como Cidade do Design pela Unesco, que também garantiu a presença de 17 marcas cearenses na DW! São Paulo 2025. Destaca-se ainda a articulação para o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025 em Fortaleza, além do estabelecimento de importantes parcerias com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) e a Secretaria Municipal da Educação (SME).

Diálogo e pacto coletivo: decisões construídas coletivamente

As conquistas de 2025 só foram possíveis graças à participação ativa dos cidadãos. Todos os projetos que utilizam recursos do Fundo passaram por aprovação dos conselheiros e conselheiras da Cultura, ouvidos em 13 encontros do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) e 12 encontros do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Comphic).

A fim de seguir com a descentralização das decisões e fortalecer a participação da sociedade civil na construção das políticas culturais da cidade, a Secultfor realizou uma agenda intensa que incluiu reuniões de avaliação e planejamento de eventos estruturantes e editais, a criação de fóruns do Carnaval e do São João, encontros do Cultura na Calçada nas 12 Regionais, que reuniram mais de 421 agentes culturais, além de encontro com 26 fóruns de linguagens, totalizando mais de 1000 agentes culturais ouvidos.

Cultura e cidade

Entre as diversas ações culturais descentralizadas, a cultura de Fortaleza atuou como elo de conexão entre pessoas, territórios e memórias, evidenciando o potencial turístico e cultural da cidade, valorizando talentos locais e convidando o público a vivenciar novas experiências e redescobrir espaços urbanos. As iniciativas estimularam o sentimento de pertencimento e a curiosidade pela própria história, com destaque para o ciclo programático especial em celebração aos 100 anos da Praia de Iracema e para a programação comemorativa pelos 119 anos da comunidade Poço da Draga.