11 de dezembro de 2013 em Saúde

Equipe do IJF conquista prêmio em congresso de transplante

Hospital foi premiado no I Congresso do Sistema Brasileiro de Transplante, promovido pelo Ministério da Saúde


(Eliana Régia, Anna Yascara e Lisiane Paiva )

O Instituto Dr. José Frota (IJF) conquistou o primeiro lugar no I Congresso do Sistema Brasileiro de Transplante, promovido pelo Ministério da Saúde, em Brasília, neste mês de dezembro, com o trabalho intitulado “A doação de órgãos e tecidos e a defensoria pública: a experiência de uma cooperação técnica no estado do Ceará”, que foi defendido pelas enfermeiras Anna Yascara e Lisiane Paiva e pela médica Eliana Régia.

As pesquisadoras fizeram um estudo de 17 casos, de 2011 a 2013, sendo 15 casos efetivados para doação resultando em um total de 63 órgãos doados. “A responsabilidade social que o IJF tem no processo de doação de órgãos é muito importante, porque sem a captação do IJF o Estado não teria despontado no cenário nacional”, afirma Lisiane Paiva.

Hoje, o Ceará ocupa o quarto lugar no ranking nacional de doações com 21,4 doadores por um milhão de habitantes.  O IJF, de janeiro a novembro de 2013, captou 895 órgãos. O Ceará realizou 27 transplantes de coração, dos quais 20 foram captados pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do IJF. Dos 721 transplantes de córneas, 579 foram captados pelo IJF e dos 178 de fígado, 90 também captados pelo IJF. (Veja quadro abaixo)

Parceria

O CIHDOTT do IJF conta com a parceria da Defensoria Pública para resolver casos judiciais, como por exemplo, a doação de órgãos de um menor em que um dos pais encontra-se ausente. “Com o Defensoria Público é possível agilizar. Claro que a família tem que apresentar testemunhas para confirmar a ausência de um dos pais do menor, além de estar em luto tem que enfrentar mais esse momento”, esclarece Lisiane Paiva.

Outro instante de total atenção por parte da equipe de captação de órgãos é a entrevista familiar. Segundo Lisiane, este é um dos mais difíceis, “perder um ente querido sempre é muito doloroso, muitos são jovens e vítimas da violência”, diz.

Para a família de um dos doadores, a entrevista familiar feita no IJF foi humanizada. “É uma questão delicada num momento delicado. E a decisão foi muito difícil pela idade dele. Mas a abordagem foi feita com muita sensatez, respeitando o momento e dando tempo necessário para que a família tomasse uma decisão”, revela Jô Lobo Nogueira, prima de um doador. “É um momento de muita dor. Uma morte violenta e a gente do interior, mas ela (enfermeira Lisiane Paiva) conseguiu que o legista fosse ao hospital. E acompanhou a gente até o final. Procurou psicólogo para as crianças e a mãe. Não é muito simples, família do interior com pessoas mais velhas que confunde morte cerebral com coma. O que ajudou a decisão foi minha família já ter sido favorecida com recepção, era hora de doar.”  Um parente de Jô tinha sido beneficiado com o transplante de fígado e agora estava bem e com saúde. “É óbvio que pesou pra gente tomar a decisão.” E conclui, “é muito gratificante doar. Conforta um pouco.”

Resumo Estatístico CIHDOTT do IJF 2013

 

 

Jan

Fev

Mar

Abr

Maio

Jun

Jul

Agos

Setem

Out

Nov

Dez

Total

IJF

Total transplante/ CE

CORAÇÃO

1

2

2

1

2

2

0

0

5

2

3

 

20

27

PULMÃO

0

2

0

0

0

1

0

0

2

1

1

 

7

8

FÍGADO

 

8

12

9

9

10

4

4

6

10

10

8

 

90

178

PÂNCREAS

2

3

1

0

1

0

0

0

0

0

1

 

8

14

RINS

20

26

18

20

22

6

8

11

20

22

18

 

191

228

CÓRNEAS

48

41

48

37

50

40

59

73

70

59

54

 

579

721

VÁLVULAS

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

 

0

0

 

Equipe do IJF conquista prêmio em congresso de transplante

Hospital foi premiado no I Congresso do Sistema Brasileiro de Transplante, promovido pelo Ministério da Saúde

(Eliana Régia, Anna Yascara e Lisiane Paiva )

O Instituto Dr. José Frota (IJF) conquistou o primeiro lugar no I Congresso do Sistema Brasileiro de Transplante, promovido pelo Ministério da Saúde, em Brasília, neste mês de dezembro, com o trabalho intitulado “A doação de órgãos e tecidos e a defensoria pública: a experiência de uma cooperação técnica no estado do Ceará”, que foi defendido pelas enfermeiras Anna Yascara e Lisiane Paiva e pela médica Eliana Régia.

As pesquisadoras fizeram um estudo de 17 casos, de 2011 a 2013, sendo 15 casos efetivados para doação resultando em um total de 63 órgãos doados. “A responsabilidade social que o IJF tem no processo de doação de órgãos é muito importante, porque sem a captação do IJF o Estado não teria despontado no cenário nacional”, afirma Lisiane Paiva.

Hoje, o Ceará ocupa o quarto lugar no ranking nacional de doações com 21,4 doadores por um milhão de habitantes.  O IJF, de janeiro a novembro de 2013, captou 895 órgãos. O Ceará realizou 27 transplantes de coração, dos quais 20 foram captados pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do IJF. Dos 721 transplantes de córneas, 579 foram captados pelo IJF e dos 178 de fígado, 90 também captados pelo IJF. (Veja quadro abaixo)

Parceria

O CIHDOTT do IJF conta com a parceria da Defensoria Pública para resolver casos judiciais, como por exemplo, a doação de órgãos de um menor em que um dos pais encontra-se ausente. “Com o Defensoria Público é possível agilizar. Claro que a família tem que apresentar testemunhas para confirmar a ausência de um dos pais do menor, além de estar em luto tem que enfrentar mais esse momento”, esclarece Lisiane Paiva.

Outro instante de total atenção por parte da equipe de captação de órgãos é a entrevista familiar. Segundo Lisiane, este é um dos mais difíceis, “perder um ente querido sempre é muito doloroso, muitos são jovens e vítimas da violência”, diz.

Para a família de um dos doadores, a entrevista familiar feita no IJF foi humanizada. “É uma questão delicada num momento delicado. E a decisão foi muito difícil pela idade dele. Mas a abordagem foi feita com muita sensatez, respeitando o momento e dando tempo necessário para que a família tomasse uma decisão”, revela Jô Lobo Nogueira, prima de um doador. “É um momento de muita dor. Uma morte violenta e a gente do interior, mas ela (enfermeira Lisiane Paiva) conseguiu que o legista fosse ao hospital. E acompanhou a gente até o final. Procurou psicólogo para as crianças e a mãe. Não é muito simples, família do interior com pessoas mais velhas que confunde morte cerebral com coma. O que ajudou a decisão foi minha família já ter sido favorecida com recepção, era hora de doar.”  Um parente de Jô tinha sido beneficiado com o transplante de fígado e agora estava bem e com saúde. “É óbvio que pesou pra gente tomar a decisão.” E conclui, “é muito gratificante doar. Conforta um pouco.”

Resumo Estatístico CIHDOTT do IJF 2013

 

 

Jan

Fev

Mar

Abr

Maio

Jun

Jul

Agos

Setem

Out

Nov

Dez

Total

IJF

Total transplante/ CE

CORAÇÃO

1

2

2

1

2

2

0

0

5

2

3

 

20

27

PULMÃO

0

2

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0

0

1

0

0

2

1

1

 

7

8

FÍGADO

 

8

12

9

9

10

4

4

6

10

10

8

 

90

178

PÂNCREAS

2

3

1

0

1

0

0

0

0

0

1

 

8

14

RINS

20

26

18

20

22

6

8

11

20

22

18

 

191

228

CÓRNEAS

48

41

48

37

50

40

59

73

70

59

54

 

579

721

VÁLVULAS

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

 

0

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