Em Fortaleza, 11 morcegos testaram positivo para raiva entre janeiro e maio de 2026, evidenciando o risco de transmissão da doença e a necessidade de prevenção por meio da vacinação de cães e gatos. Os animais foram localizados nos bairros Serrinha, Raquel de Queiroz, Vila União, Itaoca, Antônio Bezerra, Bom Jardim, Coaçu, Parque Dois Irmãos e Parque Manibura.
As amostras com resultado positivo para o vírus da raiva seguem em análise laboratorial para caracterização das variantes virais. Fortaleza não registra casos de raiva humana desde 2003. No entanto, a circulação do vírus em animais silvestres acende um alerta para a necessidade de prevenção.
A raiva é uma doença grave e quase sempre fatal, que pode ser transmitida aos seres humanos. O coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Josete Malheiro Tavares, reforça que a vacina é a principal forma de proteção para os animais e também para os seres humanos.
“A vacinação de cães e gatos é fundamental para impedir a circulação da doença no ciclo urbano e proteger toda a população. Mesmo sem casos humanos há mais de duas décadas, a presença do vírus em morcegos exige vigilância permanente e responsabilidade coletiva”, destaca.
Orientações
A orientação é que a população não toque em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum. Em caso de contato, mordida ou arranhão, a recomendação é procurar imediatamente um posto de saúde.

Cães e gatos que tiveram contato com esses animais também devem ser avaliados por um médico-veterinário e acompanhados pelas Unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZ).
Além das ações de monitoramento e investigação epidemiológica, os agentes intensificam atividades educativas, visitas domiciliares e orientações à população sobre a prevenção da raiva.

