
A Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) reuniu, na tarde desta terça-feira (25/2), representantes dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) para capacitação sobre inclusão social dos povos ciganos que residem atualmente no município. Atualmente, Fortaleza possui 11 famílias ciganas cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
No encontro, profissionais da rede de proteção social do município foram sensibilizados sobre o combate ao racismo a povos tradicionais, especialmente aos grupos ciganos.
A busca por inclusão social para famílias ciganas é uma diretriz do Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos, lançado pelo Ministério da Igualdade Racial em 2024. Entre os principais objetivos, estão o acesso a direitos sociais, a cidadania e a inclusão produtiva, econômica e cultural.
A vice-prefeita e secretária dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Gabriella Aguiar, destacou a importância de que os povos ciganos sejam escutados pelos entes públicos e que tenham acesso às políticas de proteção social.
"É característica do povo cigano essa mudança frequente de endereços e, muitas vezes, a política da proteção social não consegue chegar aos povos tradicionais, como os povos ciganos. Esse é um movimento de trazer todos os nossos coordenadores de equipamentos, como os Cras, para que compreendam essas dinâmicas e consigam efetivar o cadastramento de todas as famílias ciganas que estiverem em Fortaleza no CadÚnico", afirmou.
Isaac Santos, coordenador de igualdade racial da SDHDS, ressalta que essa aproximação das famílias ciganas envolve um processo mais amplo de luta contra o preconceito. "Quando a gente fala sobre populações ciganas no Brasil, há um processo de invisibilização, de pensarem que essas populações não existem, ou que são uma realidade de outros espaços geográficos, que não o brasileiro. Mas o Brasil, o Ceará e, no nosso caso, a cidade de Fortaleza, têm famílias ciganas, algumas que estão cadastradas no CadÚnico, e muitas que ainda não estão, mas deveriam estar. Estamos nesse processo de conectar essas famílias, inclusive fazendo uma busca ativa, para podermos mostrar para elas que existem formas de terem acesso à proteção social", pontuou Isaac.