19 de junho de 2020 em Saúde

Primeira fase de testagem para a Covid-19 estima que cerca de 370 mil pessoas já estão imunes à doença

3.300 testes foram realizados na Capital e outros 6.600 ainda serão feitos nas duas fases restantes


Antônio Lima Neto e Joana Maciel sentados lado a lado usando máscaras e backdrop da Prefeitura ao fundo
“Estes resultados nos auxiliam para definirmos as próximas medidas, como faremos a retomada das atividades, como vamos nos comportar enquanto sociedade e como conduzir nosso sistema de saúde", ressaltou Joana Maciel

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) divulgaram, na manhã desta sexta-feira (19/06), em coletiva virtual de imprensa, o resultado da primeira fase do estudo científico sobre o impacto da Covid-19 em Fortaleza. A pesquisa, realizada entre os dias 02 e 15 de junho, consistiu na aplicação de 3.300 testes rápidos em moradores de 39 bairros da Capital e estima que cerca de 370 mil pessoas já estão imunes à doença, o que representa 14,2% da população.

Clique e confira a apresentação completa

“É preciso frisar que estamos falando de dados descritivos. Isso ainda precisa ser confirmado. Mas o trabalho tem uma representatividade grande no Brasil e traz informações importantes", afirmou o secretário de Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues (Dr. Cabeto).

Uma parceria entre a Prefeitura de Fortaleza, o Governo do Estado do Ceará e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o estudo é executado pelo Instituto Opnus e tem como objetivo orientar as políticas públicas de prevenção e combate à Covid-19. Os registros vão permitir cálculos mais precisos da letalidade da doença e analisar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo.

dr. cabeto sentado em frente computador usando máscara e com marca do governos do estado ao fundo
“É preciso frisar que estamos falando de dados descritivos. Isso ainda precisa ser confirmado. Mas o trabalho tem uma representatividade grande no Brasil", afirmou Dr. Cabeto

O estudo, denominado de Inquérito de Soroprevalência, é considerado o maior do tipo já feito no Brasil e foi realizado em bairros de todas as Regionais de Fortaleza. Os domicílios foram selecionados de maneira sistemática e a escolha do morador a ser testado foi feita por sorteio. A pesquisa foi aplicada por meio de questionário e teste rápido em pessoas de todas as idades. Foram levados em conta fatores como sexo, faixa etária, escolaridade e número de habitantes por domicílio.

De acordo com o gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da SMS, Antônio Lima Neto, "estamos vendo o esforço que tem sido feito para testar a população e a rapidez com que os resultados são liberados. Isso auxilia muito e dá segurança ao epidemiologista para avaliar. De fato, é uma análise que parece provar que estamos chegando a uma estabilização”, explicou.

Mais de 250 profissionais, entre agentes comunitários, enfermeiros e pesquisadores estão envolvidos na testagem. Os pesquisadores são identificados com crachá e, como medida de segurança, utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e adotam protocolos recomendados pelos órgãos de saúde.

Queda no número de casos e óbitos

Durante a coletiva, a secretária municipal de Saúde, Joana Maciel, destacou que para observar os números de casos e óbitos, foram utilizados os indicadores assistencias, considerados os mais sensíveis. "Diariamente, acompanhamos as demandas por atendimentos às síndromes gripais nos Postos de Saúde e observamos a queda nesta demanda. No número de atendimentos, por exemplo, tivemos um pico em um dia do mês de maio, quando 2.000 pessoas procuraram os nossos 113 Postos. Os atendimentos vieram diminuindo e a tendência de queda é muito clara. No dia de ontem, por exemplo, apenas 364 atendimentos foram registrados”, informou.

Na oportunidade, também foram apresentados os números que apontam que nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) municipais foi observada uma redução na procura por internações, tanto em enfermarias como em UTIs; número diário de pacientes internados; e a média de atendimentos por semana.

“Entre a fase de transição e a primeira semana da fase 1 de retomada das atividades, poderíamos esperar um aumento importante de casos, principalmente após o dia 8 de junho, quando o comércio voltou a funcionar. Mas, felizmente, nós observamos que não. É importante lembrar sempre a população que ainda estamos em isolamento social. Temos números animadores graças à ajuda de todos, mas continuamos monitorando tudo com responsabilidade”, pontuou a titular da SMS.

arte escrito Fortaleza contra coronavírus, clique aqui e saiba mais

Primeira fase de testagem para a Covid-19 estima que cerca de 370 mil pessoas já estão imunes à doença

3.300 testes foram realizados na Capital e outros 6.600 ainda serão feitos nas duas fases restantes

Antônio Lima Neto e Joana Maciel sentados lado a lado usando máscaras e backdrop da Prefeitura ao fundo
“Estes resultados nos auxiliam para definirmos as próximas medidas, como faremos a retomada das atividades, como vamos nos comportar enquanto sociedade e como conduzir nosso sistema de saúde", ressaltou Joana Maciel

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) divulgaram, na manhã desta sexta-feira (19/06), em coletiva virtual de imprensa, o resultado da primeira fase do estudo científico sobre o impacto da Covid-19 em Fortaleza. A pesquisa, realizada entre os dias 02 e 15 de junho, consistiu na aplicação de 3.300 testes rápidos em moradores de 39 bairros da Capital e estima que cerca de 370 mil pessoas já estão imunes à doença, o que representa 14,2% da população.

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“É preciso frisar que estamos falando de dados descritivos. Isso ainda precisa ser confirmado. Mas o trabalho tem uma representatividade grande no Brasil e traz informações importantes", afirmou o secretário de Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues (Dr. Cabeto).

Uma parceria entre a Prefeitura de Fortaleza, o Governo do Estado do Ceará e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o estudo é executado pelo Instituto Opnus e tem como objetivo orientar as políticas públicas de prevenção e combate à Covid-19. Os registros vão permitir cálculos mais precisos da letalidade da doença e analisar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo.

dr. cabeto sentado em frente computador usando máscara e com marca do governos do estado ao fundo
“É preciso frisar que estamos falando de dados descritivos. Isso ainda precisa ser confirmado. Mas o trabalho tem uma representatividade grande no Brasil", afirmou Dr. Cabeto

O estudo, denominado de Inquérito de Soroprevalência, é considerado o maior do tipo já feito no Brasil e foi realizado em bairros de todas as Regionais de Fortaleza. Os domicílios foram selecionados de maneira sistemática e a escolha do morador a ser testado foi feita por sorteio. A pesquisa foi aplicada por meio de questionário e teste rápido em pessoas de todas as idades. Foram levados em conta fatores como sexo, faixa etária, escolaridade e número de habitantes por domicílio.

De acordo com o gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da SMS, Antônio Lima Neto, "estamos vendo o esforço que tem sido feito para testar a população e a rapidez com que os resultados são liberados. Isso auxilia muito e dá segurança ao epidemiologista para avaliar. De fato, é uma análise que parece provar que estamos chegando a uma estabilização”, explicou.

Mais de 250 profissionais, entre agentes comunitários, enfermeiros e pesquisadores estão envolvidos na testagem. Os pesquisadores são identificados com crachá e, como medida de segurança, utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e adotam protocolos recomendados pelos órgãos de saúde.

Queda no número de casos e óbitos

Durante a coletiva, a secretária municipal de Saúde, Joana Maciel, destacou que para observar os números de casos e óbitos, foram utilizados os indicadores assistencias, considerados os mais sensíveis. "Diariamente, acompanhamos as demandas por atendimentos às síndromes gripais nos Postos de Saúde e observamos a queda nesta demanda. No número de atendimentos, por exemplo, tivemos um pico em um dia do mês de maio, quando 2.000 pessoas procuraram os nossos 113 Postos. Os atendimentos vieram diminuindo e a tendência de queda é muito clara. No dia de ontem, por exemplo, apenas 364 atendimentos foram registrados”, informou.

Na oportunidade, também foram apresentados os números que apontam que nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) municipais foi observada uma redução na procura por internações, tanto em enfermarias como em UTIs; número diário de pacientes internados; e a média de atendimentos por semana.

“Entre a fase de transição e a primeira semana da fase 1 de retomada das atividades, poderíamos esperar um aumento importante de casos, principalmente após o dia 8 de junho, quando o comércio voltou a funcionar. Mas, felizmente, nós observamos que não. É importante lembrar sempre a população que ainda estamos em isolamento social. Temos números animadores graças à ajuda de todos, mas continuamos monitorando tudo com responsabilidade”, pontuou a titular da SMS.

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