12 de abril de 2022 em Educação

Professores da Rede Municipal recebem financiamento para desenvolver projetos inovadores em sala de aula

Edital de Boas Práticas é um dos incentivadores da gestão municipal para professores que realizam atividades criativas


Foto de professor com alunos
Os alunos do professor Silvio Farias, da Escola Municipal Profº Gerardo Milton de Sá, no Antônio Bezerra, treinam conhecimentos em um núcleo olímpico de matemática realizado na própria escola

O ambiente de sala de aula atual é bem diferente da época de muitos pais. O ensino se dinamizou, por vezes compete com as tecnologias nas mãos dos alunos, e tem passado por um período de reinvenção. O professor de Matemática Renato Freitas, da Escola Municipal Otávio de Farias, no bairro Barroso, compreende que a forma de ensinar a nova geração de alunos mudou e precisa se associar à realidade deles.

Quando a disciplina é a Matemática, o desafio tende a aumentar. A estratégia de Renato, que leciona na Educação de Jovens e Adultos (EJA), é estimular os alunos a serem protagonistas no aprendizado. E ensinar o mundo dos números e cálculos a partir de vivências com jogos e metodologias ativas, que os instigam a um conhecimento prático e em parceria com os colegas.

Renato é um dos professores das unidades municipais que desenvolve projetos inovadores em sala de aula, como a Matemática na Prática para Promover Inclusão, que foi contemplado na 1ª edição do Edital de Financiamento de Boas Práticas. A iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), financia projetos pedagógicos criativos e inovadores desenvolvidos por docentes da Rede Municipal de Ensino.

“O objetivo do trabalho foi ensinar matemática a partir da construção de uma maquete. Abordamos diversas competências e habilidades, desde as quatro operações até a ideia de escala, volume, capacidade... Com o recurso que recebi [do edital], foi possível dignificar nossa ação, pois conseguimos comprar todos os materiais necessários para execução do mesmo. Foi uma das melhores experiências que tive como professor”, descreve.

Professor com alunos em sala de aula
Ensinar matemática de forma prática e se aproximar da rotina dos alunos é a estratégia do professor Renato Freitas

O professor adianta que já se organiza para inscrever mais um projeto no Edital de Financiamento de Boas Práticas 2022, que está com inscrições abertas até dia 22 de abril. “Sinto que a participação do professor no edital é uma das maneiras pelo qual mostramos nosso interesse e zelo pela condução da aprendizagem dos seus alunos”, comenta.

Disputa de conhecimento

Também no desafio de ensinar matemática de forma criativa em sala de aula, o professor Silvio Farias, da Escola Municipal Professor Gerardo Milton de Sá, no bairro Antônio Bezerra, aposta em aulas que são um verdadeiro “Núcleo Olímpico de Matemática”. Este é o nome do projeto que ele também desenvolveu a partir do Edital de Financiamento de Boas Práticas. A metodologia que o docente utiliza é a promoção de competições de conhecimento como forma de preparar os alunos para olimpíadas da disciplina e para fortalecer a aprendizagem.

“O objetivo do projeto é preparar os alunos para participar de jogos olímpicos, não apenas pela competição em si em busca de medalhas, mas também para estimular um reforço na aprendizagem desses alunos como um todo”, justifica o docente, que trabalha na escola desde 2016 e prepara alunos do 6º e 7º ano para olimpíadas locais e nacionais.

Com o recurso do edital, Silvio Farias conta que foi possível tornar a prática ainda mais articulada na escola. “Os tempos mudaram e a educação não pode ser vista mais apenas com um professor no quadro passando conteúdos limpos e secos, com os alunos apenas recebendo informações. Eles precisam também atuar, aprender em parcerias, trocando ideias, experiências e vivências. Já percebemos os resultados deste trabalho com alunos medalhistas nas últimas edições de competições como a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA)”, observa.

Maria Lohanny, do 7º ano, é aluna do professor Silvio e diz que o projeto do Núcleo Olímpico de Matemática a ajudou a ter mais interesse pela disciplina. “Eu adoro matemática desde pequena. Percebi que o projeto me ajudou a aprender coisas novas e fez com que trocasse conhecimento com meus colegas. Penso que esses projetos inovadores ajudam outros alunos a se identificarem com a matemática, a perderem a vergonha de não saberem os conteúdos, por exemplo. Todos aprendemos juntos”, avalia a estudante.

Ciências e arte juntas em um projeto

Professora com alunos em sala de aula
O projeto “Arte da Ciência Forense”, da professora Nayane Amorim, será inscrito no Edital de Boas Práticas 2022

Um dos projetos inovadores que será inscrito no Edital de Financiamento de Boas Práticas 2022 será “Arte da Ciência Forense”, das professoras de Ciências, Nayane Amorim, e de Artes, Amanda Oliveira, da Escola de Tempo Integral (ETI) José Júlio da Ponte, na Bela Vista. A iniciativa se encaixa na categoria de projeto multidisciplinar, uma novidade do edital deste ano.

Nayana explica que o projeto visa um letramento científico dos alunos, produção de conhecimento e protagonismo estudantil, pois a criação do enredo investigativo, dramatização e a inserção dos conteúdos da ciência forense serão feitos pelos próprios estudantes. “A iniciativa do Edital de Boas Práticas é super positiva, pois possibilita com que nossos alunos desenvolvam estratégias cognitivas para solucionar problemas reais”, comenta a professora sobre os projetos que trazem uma realidade mais prática para a sala de aula.

Edital de Boas Práticas

A versão 2022 do Edital de Financiamento de Boas Práticas está com inscrições abertas até 22 de abril. Professores da Rede Municipal que tenham projetos pedagógicos criativos e inovadores podem se inscrever. A iniciativa é voltada para a área específica dos diversos componentes curriculares da base nacional comum, das turmas de 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) 2º segmento.

Ao todo, serão selecionados 270 projetos pedagógicos, distribuídos nas categorias de Linguagens (80 projetos), Matemática (45 projetos), Ciências da Natureza (45 projetos), Ciências Humanas e Ensino Religioso (60 projetos) e Interdisciplinar (40 projetos), os quais deverão ser realizados durante o ano letivo de 2022 e receberão recurso financeiro para seu desenvolvimento.

O edital possui o investimento de R$ 540.000,00 (quinhentos e quarenta mil reais). Os projetos aprovados nas categorias Matemática e Ciências da Natureza serão financiados com o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) e aqueles aprovados nas categorias Linguagens, Ciências Humanas e Ensino Religioso e Interdisciplinar serão financiados, cada um, com o valor de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). O recurso financeiro será repassado às unidades escolares por meio do Programa Escola Municipal com Excelência e Desempenho (PEMED). Acesse o edital aqui.

Professores da Rede Municipal recebem financiamento para desenvolver projetos inovadores em sala de aula

Edital de Boas Práticas é um dos incentivadores da gestão municipal para professores que realizam atividades criativas

Foto de professor com alunos
Os alunos do professor Silvio Farias, da Escola Municipal Profº Gerardo Milton de Sá, no Antônio Bezerra, treinam conhecimentos em um núcleo olímpico de matemática realizado na própria escola

O ambiente de sala de aula atual é bem diferente da época de muitos pais. O ensino se dinamizou, por vezes compete com as tecnologias nas mãos dos alunos, e tem passado por um período de reinvenção. O professor de Matemática Renato Freitas, da Escola Municipal Otávio de Farias, no bairro Barroso, compreende que a forma de ensinar a nova geração de alunos mudou e precisa se associar à realidade deles.

Quando a disciplina é a Matemática, o desafio tende a aumentar. A estratégia de Renato, que leciona na Educação de Jovens e Adultos (EJA), é estimular os alunos a serem protagonistas no aprendizado. E ensinar o mundo dos números e cálculos a partir de vivências com jogos e metodologias ativas, que os instigam a um conhecimento prático e em parceria com os colegas.

Renato é um dos professores das unidades municipais que desenvolve projetos inovadores em sala de aula, como a Matemática na Prática para Promover Inclusão, que foi contemplado na 1ª edição do Edital de Financiamento de Boas Práticas. A iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), financia projetos pedagógicos criativos e inovadores desenvolvidos por docentes da Rede Municipal de Ensino.

“O objetivo do trabalho foi ensinar matemática a partir da construção de uma maquete. Abordamos diversas competências e habilidades, desde as quatro operações até a ideia de escala, volume, capacidade... Com o recurso que recebi [do edital], foi possível dignificar nossa ação, pois conseguimos comprar todos os materiais necessários para execução do mesmo. Foi uma das melhores experiências que tive como professor”, descreve.

Professor com alunos em sala de aula
Ensinar matemática de forma prática e se aproximar da rotina dos alunos é a estratégia do professor Renato Freitas

O professor adianta que já se organiza para inscrever mais um projeto no Edital de Financiamento de Boas Práticas 2022, que está com inscrições abertas até dia 22 de abril. “Sinto que a participação do professor no edital é uma das maneiras pelo qual mostramos nosso interesse e zelo pela condução da aprendizagem dos seus alunos”, comenta.

Disputa de conhecimento

Também no desafio de ensinar matemática de forma criativa em sala de aula, o professor Silvio Farias, da Escola Municipal Professor Gerardo Milton de Sá, no bairro Antônio Bezerra, aposta em aulas que são um verdadeiro “Núcleo Olímpico de Matemática”. Este é o nome do projeto que ele também desenvolveu a partir do Edital de Financiamento de Boas Práticas. A metodologia que o docente utiliza é a promoção de competições de conhecimento como forma de preparar os alunos para olimpíadas da disciplina e para fortalecer a aprendizagem.

“O objetivo do projeto é preparar os alunos para participar de jogos olímpicos, não apenas pela competição em si em busca de medalhas, mas também para estimular um reforço na aprendizagem desses alunos como um todo”, justifica o docente, que trabalha na escola desde 2016 e prepara alunos do 6º e 7º ano para olimpíadas locais e nacionais.

Com o recurso do edital, Silvio Farias conta que foi possível tornar a prática ainda mais articulada na escola. “Os tempos mudaram e a educação não pode ser vista mais apenas com um professor no quadro passando conteúdos limpos e secos, com os alunos apenas recebendo informações. Eles precisam também atuar, aprender em parcerias, trocando ideias, experiências e vivências. Já percebemos os resultados deste trabalho com alunos medalhistas nas últimas edições de competições como a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA)”, observa.

Maria Lohanny, do 7º ano, é aluna do professor Silvio e diz que o projeto do Núcleo Olímpico de Matemática a ajudou a ter mais interesse pela disciplina. “Eu adoro matemática desde pequena. Percebi que o projeto me ajudou a aprender coisas novas e fez com que trocasse conhecimento com meus colegas. Penso que esses projetos inovadores ajudam outros alunos a se identificarem com a matemática, a perderem a vergonha de não saberem os conteúdos, por exemplo. Todos aprendemos juntos”, avalia a estudante.

Ciências e arte juntas em um projeto

Professora com alunos em sala de aula
O projeto “Arte da Ciência Forense”, da professora Nayane Amorim, será inscrito no Edital de Boas Práticas 2022

Um dos projetos inovadores que será inscrito no Edital de Financiamento de Boas Práticas 2022 será “Arte da Ciência Forense”, das professoras de Ciências, Nayane Amorim, e de Artes, Amanda Oliveira, da Escola de Tempo Integral (ETI) José Júlio da Ponte, na Bela Vista. A iniciativa se encaixa na categoria de projeto multidisciplinar, uma novidade do edital deste ano.

Nayana explica que o projeto visa um letramento científico dos alunos, produção de conhecimento e protagonismo estudantil, pois a criação do enredo investigativo, dramatização e a inserção dos conteúdos da ciência forense serão feitos pelos próprios estudantes. “A iniciativa do Edital de Boas Práticas é super positiva, pois possibilita com que nossos alunos desenvolvam estratégias cognitivas para solucionar problemas reais”, comenta a professora sobre os projetos que trazem uma realidade mais prática para a sala de aula.

Edital de Boas Práticas

A versão 2022 do Edital de Financiamento de Boas Práticas está com inscrições abertas até 22 de abril. Professores da Rede Municipal que tenham projetos pedagógicos criativos e inovadores podem se inscrever. A iniciativa é voltada para a área específica dos diversos componentes curriculares da base nacional comum, das turmas de 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) 2º segmento.

Ao todo, serão selecionados 270 projetos pedagógicos, distribuídos nas categorias de Linguagens (80 projetos), Matemática (45 projetos), Ciências da Natureza (45 projetos), Ciências Humanas e Ensino Religioso (60 projetos) e Interdisciplinar (40 projetos), os quais deverão ser realizados durante o ano letivo de 2022 e receberão recurso financeiro para seu desenvolvimento.

O edital possui o investimento de R$ 540.000,00 (quinhentos e quarenta mil reais). Os projetos aprovados nas categorias Matemática e Ciências da Natureza serão financiados com o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) e aqueles aprovados nas categorias Linguagens, Ciências Humanas e Ensino Religioso e Interdisciplinar serão financiados, cada um, com o valor de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). O recurso financeiro será repassado às unidades escolares por meio do Programa Escola Municipal com Excelência e Desempenho (PEMED). Acesse o edital aqui.