Profissionais da saúde enfatizam a importância histórica da vacina para a prevenção de doenças

09 de junho de 2021 em Saúde

Profissionais da saúde enfatizam a importância histórica da vacina para a prevenção de doenças

No Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, a campanha da vacina contra a Covid-19 é destaque para conter a pandemia no município


enfermeira vacina uma mulher
Participando da imunização contra a Covid-19 há dois meses, a também enfermeira Carol Souza trabalha com a consciência de viver um momento histórico (Fotos: Rodrigo Carvalho)

No momento em que o município de Fortaleza ultrapassa a marca de 1 milhão de vacinas contra a Covid-19 administradas e inicia a aplicação na população em geral, o Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, ressalta a importância desses imunobiológicos essenciais para salvar vidas. Em meio a pandemia e a corrida contra o tempo para conter a multiplicação do Coronavírus, profissionais da Prefeitura de Fortaleza trazem seus pontos de vista sobre o que é trabalhar com a imunização e a importância da prevenção de doenças com a vacinação.

Para a coordenadora de ações de imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Vanessa Soldatelli, o trabalho é recompensador porque é árduo, mas é possível ver resultados rapidamente. Além disso, a vacina garante a proteção para que a pessoa não adoeça ou para que tenha um desfecho positivo daquela doença. "É melhor ser vacinado, estar protegido do que ocupando leito nos hospitais. O dano não é só para a saúde pública, mas para a sociedade, para todos aqueles que perdem as pessoas amadas ou recebem de volta pessoas com sequelas”, explicou

Conforme Vanessa, os programas de vacinação são os que mais avançam no Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje possui um leque de imunobiológicos que não são acessíveis na rede particular e são disponibilizados gratuitamente na pública. Dentre eles, estão as imunizações contra doenças como pneumonia, meningite, rotavírus, sarampo e, inclusive, a própria Covid-19. “Não podemos esquecer, também, de outras vacinas contra outros tipos de doença que causaram pandemias e surtos no passado, como a poliomielite. Tudo isso faz parte de 170 anos da história da imunização e do grande trabalho dos profissionais da saúde”, destacou.

Em Fortaleza, a campanha de vacinação da Covid-19 possui uma meta ambiciosa, conforme a gerente do centro de vacinação do Centro de Eventos do Ceará e coordenadora da Regional de Saúde VI, Margarida Saraiva. Por acontecer em meio à pandemia, precisa de protocolos específicos que não gerem aglomerações e aconteçam de forma ágil, abrangendo fases prioritárias e de forma que o usuário não tenha tempo de espera demasiado.

Ela conta que a rotina muda a cada dia, conforme o grupo e a faixa etária atendida. Margarida administra, diariamente, uma equipe de pelo menos 150 pessoas no local, que responde a cerca de 40% da vacinação diária do município contra o coronavírus.

“Neste ano de 2021, trabalhamos com esperança, apostando na saúde das famílias. Estamos de domingo a domingo, mas é recompensador ver o sorriso das pessoas, muitas cantam, agradecem as suas crenças, demonstram carinho e de esperança. É assim que renovamos as energias e vemos o resultado do que estamos fazendo”, declarou Margarida.

enfermeira vacina um homem
Marina Alves é testemunha de que a vacinação chega às mais diversas classes sociais

Experiências e desafios

Desde fevereiro engajada na campanha de vacinação contra a Covid-19, a enfermeira Marina Ellen Alves iniciou os trabalhos vacinando nos domicílios idosos acamados e outras pessoas impossibilitadas de comparecer ao local de vacinação e agora administra as vacinas no Centro de Eventos do Ceará. A profissional é testemunha de que a vacinação chega às mais diversas classes sociais e de como a oportunidade de se proteger contra a doença tem manifestado gratidão e emoção naqueles que as recebem.

"Pessoas que perderam seus familiares e vieram aqui se vacinar lembram-se daqueles que não tiveram essa mesma chance. Enquanto enfermeira me traz muito orgulho participar disso tudo. Também já atuei em UTI e vi muitas pessoas perdendo a esperança, mas aqui estamos depositando essa esperança na vida delas, que saem daqui muito felizes".

Participando da imunização contra a Covid-19 há dois meses, a também enfermeira Carol Souza trabalha com a consciência de viver um momento histórico. A pluralidade de histórias com as quais ela tem contato em seu dia a dia como vacinadora também é algo motivador, segundo relatou.

“Na vacinação, passa gente de todo tipo. Cada um deles tem uma história para contar. Aplicamos, por dia, de 100 a 150 doses e são vidas que estamos imunizando. Muitos deles me vêem como se eu fosse um anjo, alguém que leva esperança. As pessoas já chegam aqui emocionadas porque perderam entes queridos e, para mim, é uma honra participar dessa história”, descreveu.

Segurança

As vacinas são resultados de pesquisas, estudos e testes, sendo seguras para prevenir doenças, conforme assegura Vanessa Soldatelli.

A coordenadora de imunização destaca o exemplo da Covid-19. “Se as pessoas tivessem tido a oportunidade de se vacinar, não teríamos, atualmente, tantas mortes. Daqui para frente, a Covid vai fazer parte da nossa rotina assim como a Influenza passou a ser. A vacina é segura, é importante e realmente salva vidas. Temos que comemorar muito essa vacina, apesar de termos perdido muitas vidas, todas as pessoas do mundo inteiro serão vacinadas”, disse.

Por sua vez, Margarida falou sobre a atual necessidade de informar as pessoas sobre as especificidades da vacina. ”É difícil lidar com a dificuldade de convencer as pessoas da necessidade, mas estamos há muitos anos erradicando doenças às custas das vacinas. Nunca foi questionado onde foi fabricado ou qual era o insumo. Neste momento, quando todos precisam estar unidos para combater a pandemia, também precisamos convencer aqueles que nos procuram sobre os imunobiológicos, que são disponibilizados de maneira gratuita e democrática”, afirmou.

Para a enfermeira Marina Ellen, que está em contato com o público no dia a dia da vacinação, a aceitação tem sido boa, mas muitas pessoas ainda desacreditam, têm medo ou não querem a vacina que está sendo disponibilizada no dia do agendamento. “Acaba sendo difícil para nós convencê-los de que todas são seguras, que todos devem valorizar a vacina e que, realmente, é preciso evitar adoecer e contrair formas mais graves da Covid. A vacina traz a prevenção e acaba com a pandemia que a gente tem vivido”, enfatizou.

enfermeira vacina uma bebê que está no colo da mãe
A campanha de vacinação contra a gripe segue até o próximo dia 9 de julho

Campanhas e vacinação de rotina

Atualmente, a Prefeitura de Fortaleza executa duas campanhas de vacinação simultaneamente: a da gripe (que engloba a imunização contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B) e a da Covid-19. O município também segue normalmente com as vacinas de rotina.

A campanha de vacinação contra a gripe segue até o próximo dia 9 de julho e está entrando na terceira e última fase, que contempla pessoas com comorbidades, motoristas, profissionais do transporte aéreo e das forças de segurança. Até o momento, 200 mil pessoas foram vacinadas na primeira e segunda fases. “É muito importante comparecer e ser imunizado, porque isso também auxilia no diagnóstico da Covid. Estando vacinado e com sintomas gripais, já descarta outras essas outras possibilidades”, explicou Vanessa Soldatelli.

Por sua vez, a campanha da Covid-19 contempla agora a população em geral dos 18 aos 59 anos, acontecendo conforme agendamento em 53 locais de vacinação, dentre os quais 26 dos 116 postos de saúde da Capital, além de três policlínicas, um novo salão no North Shopping Jóquei e um terceiro salão no Centro de Eventos do Ceará.

Além disso, a coordenadora destaca que desde o ano passado, com o início da pandemia e o começo do distanciamento social e do lockdown, há um medo das pessoas em saírem de casa. O cenário tem causado uma baixa nas coberturas vacinais, tanto nas de rotina como nas de campanha. Em Fortaleza, a cobertura vacinal das principais vacinas de rotina, de janeiro a abril (BCG, hepatite B, pentavalente, rotavírus, meningocócica) está em 84%.

“O Dia da Imunização é uma oportunidade para que a população se lembre de procurar o posto mais próximo para atualizar o cartão das vacinas de rotina de adultos e crianças”, completou Vanessa.

Profissionais da saúde enfatizam a importância histórica da vacina para a prevenção de doenças

No Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, a campanha da vacina contra a Covid-19 é destaque para conter a pandemia no município

enfermeira vacina uma mulher
Participando da imunização contra a Covid-19 há dois meses, a também enfermeira Carol Souza trabalha com a consciência de viver um momento histórico (Fotos: Rodrigo Carvalho)

No momento em que o município de Fortaleza ultrapassa a marca de 1 milhão de vacinas contra a Covid-19 administradas e inicia a aplicação na população em geral, o Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, ressalta a importância desses imunobiológicos essenciais para salvar vidas. Em meio a pandemia e a corrida contra o tempo para conter a multiplicação do Coronavírus, profissionais da Prefeitura de Fortaleza trazem seus pontos de vista sobre o que é trabalhar com a imunização e a importância da prevenção de doenças com a vacinação.

Para a coordenadora de ações de imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Vanessa Soldatelli, o trabalho é recompensador porque é árduo, mas é possível ver resultados rapidamente. Além disso, a vacina garante a proteção para que a pessoa não adoeça ou para que tenha um desfecho positivo daquela doença. "É melhor ser vacinado, estar protegido do que ocupando leito nos hospitais. O dano não é só para a saúde pública, mas para a sociedade, para todos aqueles que perdem as pessoas amadas ou recebem de volta pessoas com sequelas”, explicou

Conforme Vanessa, os programas de vacinação são os que mais avançam no Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje possui um leque de imunobiológicos que não são acessíveis na rede particular e são disponibilizados gratuitamente na pública. Dentre eles, estão as imunizações contra doenças como pneumonia, meningite, rotavírus, sarampo e, inclusive, a própria Covid-19. “Não podemos esquecer, também, de outras vacinas contra outros tipos de doença que causaram pandemias e surtos no passado, como a poliomielite. Tudo isso faz parte de 170 anos da história da imunização e do grande trabalho dos profissionais da saúde”, destacou.

Em Fortaleza, a campanha de vacinação da Covid-19 possui uma meta ambiciosa, conforme a gerente do centro de vacinação do Centro de Eventos do Ceará e coordenadora da Regional de Saúde VI, Margarida Saraiva. Por acontecer em meio à pandemia, precisa de protocolos específicos que não gerem aglomerações e aconteçam de forma ágil, abrangendo fases prioritárias e de forma que o usuário não tenha tempo de espera demasiado.

Ela conta que a rotina muda a cada dia, conforme o grupo e a faixa etária atendida. Margarida administra, diariamente, uma equipe de pelo menos 150 pessoas no local, que responde a cerca de 40% da vacinação diária do município contra o coronavírus.

“Neste ano de 2021, trabalhamos com esperança, apostando na saúde das famílias. Estamos de domingo a domingo, mas é recompensador ver o sorriso das pessoas, muitas cantam, agradecem as suas crenças, demonstram carinho e de esperança. É assim que renovamos as energias e vemos o resultado do que estamos fazendo”, declarou Margarida.

enfermeira vacina um homem
Marina Alves é testemunha de que a vacinação chega às mais diversas classes sociais

Experiências e desafios

Desde fevereiro engajada na campanha de vacinação contra a Covid-19, a enfermeira Marina Ellen Alves iniciou os trabalhos vacinando nos domicílios idosos acamados e outras pessoas impossibilitadas de comparecer ao local de vacinação e agora administra as vacinas no Centro de Eventos do Ceará. A profissional é testemunha de que a vacinação chega às mais diversas classes sociais e de como a oportunidade de se proteger contra a doença tem manifestado gratidão e emoção naqueles que as recebem.

"Pessoas que perderam seus familiares e vieram aqui se vacinar lembram-se daqueles que não tiveram essa mesma chance. Enquanto enfermeira me traz muito orgulho participar disso tudo. Também já atuei em UTI e vi muitas pessoas perdendo a esperança, mas aqui estamos depositando essa esperança na vida delas, que saem daqui muito felizes".

Participando da imunização contra a Covid-19 há dois meses, a também enfermeira Carol Souza trabalha com a consciência de viver um momento histórico. A pluralidade de histórias com as quais ela tem contato em seu dia a dia como vacinadora também é algo motivador, segundo relatou.

“Na vacinação, passa gente de todo tipo. Cada um deles tem uma história para contar. Aplicamos, por dia, de 100 a 150 doses e são vidas que estamos imunizando. Muitos deles me vêem como se eu fosse um anjo, alguém que leva esperança. As pessoas já chegam aqui emocionadas porque perderam entes queridos e, para mim, é uma honra participar dessa história”, descreveu.

Segurança

As vacinas são resultados de pesquisas, estudos e testes, sendo seguras para prevenir doenças, conforme assegura Vanessa Soldatelli.

A coordenadora de imunização destaca o exemplo da Covid-19. “Se as pessoas tivessem tido a oportunidade de se vacinar, não teríamos, atualmente, tantas mortes. Daqui para frente, a Covid vai fazer parte da nossa rotina assim como a Influenza passou a ser. A vacina é segura, é importante e realmente salva vidas. Temos que comemorar muito essa vacina, apesar de termos perdido muitas vidas, todas as pessoas do mundo inteiro serão vacinadas”, disse.

Por sua vez, Margarida falou sobre a atual necessidade de informar as pessoas sobre as especificidades da vacina. ”É difícil lidar com a dificuldade de convencer as pessoas da necessidade, mas estamos há muitos anos erradicando doenças às custas das vacinas. Nunca foi questionado onde foi fabricado ou qual era o insumo. Neste momento, quando todos precisam estar unidos para combater a pandemia, também precisamos convencer aqueles que nos procuram sobre os imunobiológicos, que são disponibilizados de maneira gratuita e democrática”, afirmou.

Para a enfermeira Marina Ellen, que está em contato com o público no dia a dia da vacinação, a aceitação tem sido boa, mas muitas pessoas ainda desacreditam, têm medo ou não querem a vacina que está sendo disponibilizada no dia do agendamento. “Acaba sendo difícil para nós convencê-los de que todas são seguras, que todos devem valorizar a vacina e que, realmente, é preciso evitar adoecer e contrair formas mais graves da Covid. A vacina traz a prevenção e acaba com a pandemia que a gente tem vivido”, enfatizou.

enfermeira vacina uma bebê que está no colo da mãe
A campanha de vacinação contra a gripe segue até o próximo dia 9 de julho

Campanhas e vacinação de rotina

Atualmente, a Prefeitura de Fortaleza executa duas campanhas de vacinação simultaneamente: a da gripe (que engloba a imunização contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B) e a da Covid-19. O município também segue normalmente com as vacinas de rotina.

A campanha de vacinação contra a gripe segue até o próximo dia 9 de julho e está entrando na terceira e última fase, que contempla pessoas com comorbidades, motoristas, profissionais do transporte aéreo e das forças de segurança. Até o momento, 200 mil pessoas foram vacinadas na primeira e segunda fases. “É muito importante comparecer e ser imunizado, porque isso também auxilia no diagnóstico da Covid. Estando vacinado e com sintomas gripais, já descarta outras essas outras possibilidades”, explicou Vanessa Soldatelli.

Por sua vez, a campanha da Covid-19 contempla agora a população em geral dos 18 aos 59 anos, acontecendo conforme agendamento em 53 locais de vacinação, dentre os quais 26 dos 116 postos de saúde da Capital, além de três policlínicas, um novo salão no North Shopping Jóquei e um terceiro salão no Centro de Eventos do Ceará.

Além disso, a coordenadora destaca que desde o ano passado, com o início da pandemia e o começo do distanciamento social e do lockdown, há um medo das pessoas em saírem de casa. O cenário tem causado uma baixa nas coberturas vacinais, tanto nas de rotina como nas de campanha. Em Fortaleza, a cobertura vacinal das principais vacinas de rotina, de janeiro a abril (BCG, hepatite B, pentavalente, rotavírus, meningocócica) está em 84%.

“O Dia da Imunização é uma oportunidade para que a população se lembre de procurar o posto mais próximo para atualizar o cartão das vacinas de rotina de adultos e crianças”, completou Vanessa.