31 de julho de 2020 em Cultura

Projeto #VilanaRede desenvolve atividades culturais durante o período de isolamento social

Programação virtual garante a democratização das mais diversas linguagens artísticas


print de videoaula de dança com várias fotos de participantes. todos posando para a foto
Videoaula do curso de Formação em Dança

Os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus seguem motivando a readaptação de diversos eixos da administração pública. Nesse sentido, o estímulo às manifestações culturais permanece em evidência na cidade de Fortaleza. Por meio do Projeto #VilanaRede, a Prefeitura garante ao público o acesso a atividades gratuitas e virtuais. A iniciativa, oriunda do Complexo Cultural Vila das Artes, garante a disseminação e a democratização das mais diversas linguagens artísticas diante das orientações sanitárias previstas pelas autoridades de saúde.

A programação periódica inclui a exibição de filmes e a apresentação de espetáculos circenses, musicais e teatrais. Paralelamente, a realização de palestras, videoconferências, debates, esquetes e videoaulas pluralizam as oportunidades oferecidas.

A diretora da Vila das Artes, Mileide Flores, ressaltou o intuito da proposta. “A Vila já estava se preparando para entrar com programações na rede quando chegaram a pandemia e as recomendações de distanciamento social. Somos um complexo cultural com uma Escola que apresenta um curso de audiovisual reconhecido nacionalmente, que formou muitos dos que hoje fazem cinema no Ceará e no Brasil, e estamos também em processo de início das atividades de uma escola de arte e cultura digital. Então, não fazia sentido, à época, trabalharmos apenas de forma presencial quando o virtual já é realidade em nosso espaço. Com isso, antecipamos o projeto no virtual e imediatamente criamos um canal no Youtube”, explica.

mulher em uma casa sentada à frente de mesa olhando para computador
Marina Holanda é aluna da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes

Plataformas

Por meio da união de esforços entre os corpos docente e discente, múltiplas plataformas virtuais passaram a oportunizar vivências audiovisuais, práticas dançantes e ações focadas na cultura digital. “Foi construído um manual de como pensar, executar e transmitir aulas remotas. A partir daí, passamos a migrar também para as plataformas on-line as ações abertas ao público em que isso fosse possível, com o uso dos recursos de videoconferências, videoaulas e transmissões ao vivo. Para a finalidade, utilizamos, além do Youtube, o Instagram, o Facebook, o Streamyard e o Google Meet”, informa.

Inclusão

Estimulando a inclusão, os interessados, mediante inscrição, podem acessar a grade disponibilizada ao público em geral. “Toda a programação on-line da Vila das Artes está disponível em nossas redes sociais, perfis no Instagram e no Facebook, e nos portais da Prefeitura de Fortaleza e do Instituto Cultural Iracema, com execução aberta a todos, sobretudo, no canal da Vila no Youtube”, pontua.

Cursos de longa duração

Paralelamente, o Complexo Cultural Vila das Artes oferece formações básicas e continuadas em Dança, Teatro e Audiovisual. “As aulas dos cursos de longa duração, em específico, que já estavam em andamento, como formações básicas em Dança e em Teatro, formação continuada em Teatro e o curso de Realização em Audiovisual, vêm sendo transmitidas internamente aos seus respectivos alunos e alunas”, destaca Mileide.

Os investimentos oriundos da atual gestão possibilitaram a aquisição de recursos mais aprimorados. “Contratamos o serviço Google Suit, que nos permite um usufruto mais completo das plataformas Google Meet e Google Classroom, para que os professores pudessem produzir os conteúdos EAD com metodologia debatida pelas equipes de cada escola”, acrescenta.

Matriculada na Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes há 1 ano e 4 meses, a jornalista Marina Holanda detalhou os desafios e as vantagens extraídas da virtualização dos processos de formação. “É desafiador para todos os segmentos. A turma de Audiovisual passa por vários recortes sociais que são impactados pelas circunstâncias trazidas pela pandemia. No entanto, consigo observar o empenho da Escola em chegar até nós e entender as realidades para estabelecer uma dinâmica possível. Além disso, a distância física, a pandemia em si e a limitação dos encontros têm feito a nossa turma querer criar, por si mesma, oportunidades de pensar formas de existência no espaço artístico”, detalha.

menina com malha e meia-calça sorrindo para a câmera enquanto faz abertura no chão
"No meio de toda essa pandemia, as aulas foram nosso momento de conexão com os professores e a Escola", declara Nicole Castro

Visando ao respeito às individualidades, a Coordenação do curso vem alinhando, por meio do diálogo transversal, a logística implantada à realidade de cada turma. “Algumas pessoas não conseguiram se adaptar como gostariam aos módulos ofertados neste formato. Por isso, foi adotado um formulário por parte da Coordenação para entender qual a melhor forma de retomarmos as atividades pós-recesso. Isso permite maior interação entre colegas e intervenções ao vivo nos debates das aulas. O que considero um ponto muito positivo na qualidade da nossa formação nesse contexto limitado”, avalia Marina.

As oportunidades oferecidas, de acordo com a estudante, expandem o acesso ao crescimento profissional. “Temos colegas ofertando formações, exposições on-line para conseguirem se sustentar, entre outras produções de conteúdo na rede. Diante disso, vejo a Vila como um espaço que pode fortalecer esses trabalhos, no quesito estrutura. Dando acesso a plataformas, disponibilizando equipamentos para que possamos dar continuidade à experiência de formação artística em audiovisual”, declara.

Aos 14 anos, a estudante Nicole Castro, matriculada na Formação em Dança, destacou a importância da manutenção das atividades ao longo do isolamento social. “Eu comecei a dançar bem pequena, aos quatro anos, e estou matriculada na Vila das Artes há seis. Logo no início da pandemia, a Escola começou a enviar videoaulas com carga horária variada, adaptada à necessidade de cada turma. A gente tem se adaptado aos desafios da nova rotina. No meio de toda essa pandemia, as aulas foram nosso momento de conexão com os professores e com a Escola, que sempre estiveram atentos às nossas necessidades e ansiedades. Isso auxilia a saúde física e mental”, comenta.

Férias na Vila

Ampliando o espectro de atividades, ao longo do mês de julho, o Vila das Artes promoveu o programa Férias na Vila. “Julho é o mês de férias das aulas dos cursos básicos e de longa duração. Apesar disso, durante esse período, mantivemos programações riquíssimas das escolas públicas de Audiovisual, Dança e Teatro. A Escola Pública de Circo, que está preparando nesse momento o chamamento público para formação de sua primeira turma, também elaborou uma programação de esquetes de atividades circenses selecionadas por meio de edital destinado a artistas de todo o Ceará”, ressalta a diretora Mileide Flores.

senhora de óculos de frente para a foto
Mileide Flores, diretora da Vila das Artes

Benefícios alcançados

Diante dos esforços desprendidos, Mileide avalia positivamente o alcance das iniciativas. “Ir para a web com todo o calendário de programações já previstas foi a decisão mais acertada que tivemos. O número de acessos, de visualizações e de seguidores dos perfis institucionais é muito satisfatório e segue em franco crescimento. A repercussão na Cidade hoje, em relação ao que somos na web, é muito boa. O ótimo exemplo é o Cineclube Vila das Artes, que em seu formato presencial sempre mantinha público bastante reduzido, e em sua versão "Sessões de Quarentena" passou a ter um público numeroso, de diferentes cidades de todo o País. Há uma constatação geral de que, diante dos fatos, a Vila pós-pandemia será virtual e presencial”, afirma.

Adaptações e novidades

Além da programação remota, o espaço físico do equipamento cultural encontra-se, neste momento, em reforma para adaptações estruturais. “Isso irá acompanhar o crescimento natural a partir do pleno funcionamento de suas escolas de Audiovisual, Dança e Teatro, incluindo a chegada efetiva da escola de Circo e o debate para a maturação de uma Escola Pública de Arte e Cultura Digital”, antecipa a Diretora.

As intervenções devem ser concluídas ao longo deste semestre. “A reforma está com previsão de término para o mês de setembro. A partir daí, acreditamos que já tenhamos definições mais claras sobre o retorno de nossas aulas em formato híbrido, com aulas presenciais e remotas. No retorno, teremos um espaço aconchegante para os que frequentam, para os alunos e para os que trabalham no complexo cultural”, garante.

Projeto #VilanaRede desenvolve atividades culturais durante o período de isolamento social

Programação virtual garante a democratização das mais diversas linguagens artísticas

print de videoaula de dança com várias fotos de participantes. todos posando para a foto
Videoaula do curso de Formação em Dança

Os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus seguem motivando a readaptação de diversos eixos da administração pública. Nesse sentido, o estímulo às manifestações culturais permanece em evidência na cidade de Fortaleza. Por meio do Projeto #VilanaRede, a Prefeitura garante ao público o acesso a atividades gratuitas e virtuais. A iniciativa, oriunda do Complexo Cultural Vila das Artes, garante a disseminação e a democratização das mais diversas linguagens artísticas diante das orientações sanitárias previstas pelas autoridades de saúde.

A programação periódica inclui a exibição de filmes e a apresentação de espetáculos circenses, musicais e teatrais. Paralelamente, a realização de palestras, videoconferências, debates, esquetes e videoaulas pluralizam as oportunidades oferecidas.

A diretora da Vila das Artes, Mileide Flores, ressaltou o intuito da proposta. “A Vila já estava se preparando para entrar com programações na rede quando chegaram a pandemia e as recomendações de distanciamento social. Somos um complexo cultural com uma Escola que apresenta um curso de audiovisual reconhecido nacionalmente, que formou muitos dos que hoje fazem cinema no Ceará e no Brasil, e estamos também em processo de início das atividades de uma escola de arte e cultura digital. Então, não fazia sentido, à época, trabalharmos apenas de forma presencial quando o virtual já é realidade em nosso espaço. Com isso, antecipamos o projeto no virtual e imediatamente criamos um canal no Youtube”, explica.

mulher em uma casa sentada à frente de mesa olhando para computador
Marina Holanda é aluna da Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes

Plataformas

Por meio da união de esforços entre os corpos docente e discente, múltiplas plataformas virtuais passaram a oportunizar vivências audiovisuais, práticas dançantes e ações focadas na cultura digital. “Foi construído um manual de como pensar, executar e transmitir aulas remotas. A partir daí, passamos a migrar também para as plataformas on-line as ações abertas ao público em que isso fosse possível, com o uso dos recursos de videoconferências, videoaulas e transmissões ao vivo. Para a finalidade, utilizamos, além do Youtube, o Instagram, o Facebook, o Streamyard e o Google Meet”, informa.

Inclusão

Estimulando a inclusão, os interessados, mediante inscrição, podem acessar a grade disponibilizada ao público em geral. “Toda a programação on-line da Vila das Artes está disponível em nossas redes sociais, perfis no Instagram e no Facebook, e nos portais da Prefeitura de Fortaleza e do Instituto Cultural Iracema, com execução aberta a todos, sobretudo, no canal da Vila no Youtube”, pontua.

Cursos de longa duração

Paralelamente, o Complexo Cultural Vila das Artes oferece formações básicas e continuadas em Dança, Teatro e Audiovisual. “As aulas dos cursos de longa duração, em específico, que já estavam em andamento, como formações básicas em Dança e em Teatro, formação continuada em Teatro e o curso de Realização em Audiovisual, vêm sendo transmitidas internamente aos seus respectivos alunos e alunas”, destaca Mileide.

Os investimentos oriundos da atual gestão possibilitaram a aquisição de recursos mais aprimorados. “Contratamos o serviço Google Suit, que nos permite um usufruto mais completo das plataformas Google Meet e Google Classroom, para que os professores pudessem produzir os conteúdos EAD com metodologia debatida pelas equipes de cada escola”, acrescenta.

Matriculada na Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes há 1 ano e 4 meses, a jornalista Marina Holanda detalhou os desafios e as vantagens extraídas da virtualização dos processos de formação. “É desafiador para todos os segmentos. A turma de Audiovisual passa por vários recortes sociais que são impactados pelas circunstâncias trazidas pela pandemia. No entanto, consigo observar o empenho da Escola em chegar até nós e entender as realidades para estabelecer uma dinâmica possível. Além disso, a distância física, a pandemia em si e a limitação dos encontros têm feito a nossa turma querer criar, por si mesma, oportunidades de pensar formas de existência no espaço artístico”, detalha.

menina com malha e meia-calça sorrindo para a câmera enquanto faz abertura no chão
"No meio de toda essa pandemia, as aulas foram nosso momento de conexão com os professores e a Escola", declara Nicole Castro

Visando ao respeito às individualidades, a Coordenação do curso vem alinhando, por meio do diálogo transversal, a logística implantada à realidade de cada turma. “Algumas pessoas não conseguiram se adaptar como gostariam aos módulos ofertados neste formato. Por isso, foi adotado um formulário por parte da Coordenação para entender qual a melhor forma de retomarmos as atividades pós-recesso. Isso permite maior interação entre colegas e intervenções ao vivo nos debates das aulas. O que considero um ponto muito positivo na qualidade da nossa formação nesse contexto limitado”, avalia Marina.

As oportunidades oferecidas, de acordo com a estudante, expandem o acesso ao crescimento profissional. “Temos colegas ofertando formações, exposições on-line para conseguirem se sustentar, entre outras produções de conteúdo na rede. Diante disso, vejo a Vila como um espaço que pode fortalecer esses trabalhos, no quesito estrutura. Dando acesso a plataformas, disponibilizando equipamentos para que possamos dar continuidade à experiência de formação artística em audiovisual”, declara.

Aos 14 anos, a estudante Nicole Castro, matriculada na Formação em Dança, destacou a importância da manutenção das atividades ao longo do isolamento social. “Eu comecei a dançar bem pequena, aos quatro anos, e estou matriculada na Vila das Artes há seis. Logo no início da pandemia, a Escola começou a enviar videoaulas com carga horária variada, adaptada à necessidade de cada turma. A gente tem se adaptado aos desafios da nova rotina. No meio de toda essa pandemia, as aulas foram nosso momento de conexão com os professores e com a Escola, que sempre estiveram atentos às nossas necessidades e ansiedades. Isso auxilia a saúde física e mental”, comenta.

Férias na Vila

Ampliando o espectro de atividades, ao longo do mês de julho, o Vila das Artes promoveu o programa Férias na Vila. “Julho é o mês de férias das aulas dos cursos básicos e de longa duração. Apesar disso, durante esse período, mantivemos programações riquíssimas das escolas públicas de Audiovisual, Dança e Teatro. A Escola Pública de Circo, que está preparando nesse momento o chamamento público para formação de sua primeira turma, também elaborou uma programação de esquetes de atividades circenses selecionadas por meio de edital destinado a artistas de todo o Ceará”, ressalta a diretora Mileide Flores.

senhora de óculos de frente para a foto
Mileide Flores, diretora da Vila das Artes

Benefícios alcançados

Diante dos esforços desprendidos, Mileide avalia positivamente o alcance das iniciativas. “Ir para a web com todo o calendário de programações já previstas foi a decisão mais acertada que tivemos. O número de acessos, de visualizações e de seguidores dos perfis institucionais é muito satisfatório e segue em franco crescimento. A repercussão na Cidade hoje, em relação ao que somos na web, é muito boa. O ótimo exemplo é o Cineclube Vila das Artes, que em seu formato presencial sempre mantinha público bastante reduzido, e em sua versão "Sessões de Quarentena" passou a ter um público numeroso, de diferentes cidades de todo o País. Há uma constatação geral de que, diante dos fatos, a Vila pós-pandemia será virtual e presencial”, afirma.

Adaptações e novidades

Além da programação remota, o espaço físico do equipamento cultural encontra-se, neste momento, em reforma para adaptações estruturais. “Isso irá acompanhar o crescimento natural a partir do pleno funcionamento de suas escolas de Audiovisual, Dança e Teatro, incluindo a chegada efetiva da escola de Circo e o debate para a maturação de uma Escola Pública de Arte e Cultura Digital”, antecipa a Diretora.

As intervenções devem ser concluídas ao longo deste semestre. “A reforma está com previsão de término para o mês de setembro. A partir daí, acreditamos que já tenhamos definições mais claras sobre o retorno de nossas aulas em formato híbrido, com aulas presenciais e remotas. No retorno, teremos um espaço aconchegante para os que frequentam, para os alunos e para os que trabalham no complexo cultural”, garante.