12 de novembro de 2013 em Meio ambiente

Fortaleza foi a 3ª cidade-sede que menos poluiu na Copa das Confederações 2013


Participaram do evento órgãos da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Ceará, além do setor hoteleiro e da Arena Castelão

O Workshop Inventário de Emissões da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, que aconteceu nos dias 11 e 12 de novembro, na Companhia Docas, contou com a participação de órgãos da Prefeitura Municipal de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará, bem como representantes do setor hoteleiro, transporte público (ETUFOR), coleta de resíduos (ECOFOR) e Arena Castelão. O evento foi iniciado por João Carlos Alcântara, engenheiro florestal e auditor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Alcântara foi o responsável por realizar o inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da cidade de Fortaleza durante a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, e trouxe boas notícias: a capital foi a 3ª cidade-sede que menos poluiu durante o evento. Entretanto, Alcântara não está satisfeito e promete elevar a cidade ao posto de primeiro lugar. O engenheiro florestal realizará ainda mais dois inventários em Fortaleza, um antes e outro depois da realização do Mundial em 2014.


O workshop contou ainda com uma palestra de Paulo Zanardi, consultor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), sobre as mudanças climáticas e a economia do carbono zero. Zanardi fez questão de explicar a importância da realização do inventário. “Vai servir de legado, não só para se fazer na Copa. O que importa é o que vai ficar em termos de sensibilização”, ressaltou. O consultor explicou que é preciso conhecer as atividades de cada cidade, mensurar a poluição, para que sejam realizados projetos para mitigar as emissões. “Não vamos conseguir não emitir. O que não conseguirmos reduzir, vamos compensar”, afirma.


Zanardi explicou também que é preciso atentar para o impacto climático do evento, já que as emissões excessivas de GEE afetam diretamente o clima. João Alcântara acrescentou que devemos ter mais responsabilidade como consumidores. Foram realizados ainda dinâmicas e estudo de casos de iniciativas sustentáveis já realizadas em eventos. A FIFA vem desenvolvendo o Programa de Sustentabilidade das Copas desde 2006, trabalhando para reduzir os aspectos negativos (impacto ambiental) da realização de seus eventos e para incrementar aspectos positivos na economia e na sociedade dos locais-sede.


No segundo dia da oficina de capacitação, os participantes puderam conhecer o roteiro proposto para a elaboração do levantamento de todos os fatores que interferem, diretamente, na emissão GEE. O estudo terá início vinte dias antes do primeiro jogo da Copa e se estenderá até o quinto dia após a decisão do mundial. Serão analisados dados do consumo de combustível dos veículos oficiais, ônibus das delegações, meios de transportes públicos, geradores de energia utilizados nos locais oficiais (estádios, centros de treinamento, FIFA FAN FEST) e nas obras de infraestrutura e dos estádios). Zanardi frisou que “o legado é uma mudança de comportamento. Cada cidade-sede tem suas especificidades e os planos de mitigação devem ser direcionados”.


Os participantes puderam interagir e propor as estratégias que poderão ser adotadas para criar oportunidades de mitigação e sensibilização. Dentre as ideias, destacam-se a redução de resíduos sólidos a partir do uso de agregados para reciclados, redução do consumo de energia elétrica através do uso de painéis solares e implantação de bicicletários nas obras para diminuir o uso de transporte público e, consequentemente, a emissão de GEE.


 

Fortaleza foi a 3ª cidade-sede que menos poluiu na Copa das Confederações 2013

Participaram do evento órgãos da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Ceará, além do setor hoteleiro e da Arena Castelão

O Workshop Inventário de Emissões da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, que aconteceu nos dias 11 e 12 de novembro, na Companhia Docas, contou com a participação de órgãos da Prefeitura Municipal de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará, bem como representantes do setor hoteleiro, transporte público (ETUFOR), coleta de resíduos (ECOFOR) e Arena Castelão. O evento foi iniciado por João Carlos Alcântara, engenheiro florestal e auditor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Alcântara foi o responsável por realizar o inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da cidade de Fortaleza durante a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, e trouxe boas notícias: a capital foi a 3ª cidade-sede que menos poluiu durante o evento. Entretanto, Alcântara não está satisfeito e promete elevar a cidade ao posto de primeiro lugar. O engenheiro florestal realizará ainda mais dois inventários em Fortaleza, um antes e outro depois da realização do Mundial em 2014.


O workshop contou ainda com uma palestra de Paulo Zanardi, consultor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), sobre as mudanças climáticas e a economia do carbono zero. Zanardi fez questão de explicar a importância da realização do inventário. “Vai servir de legado, não só para se fazer na Copa. O que importa é o que vai ficar em termos de sensibilização”, ressaltou. O consultor explicou que é preciso conhecer as atividades de cada cidade, mensurar a poluição, para que sejam realizados projetos para mitigar as emissões. “Não vamos conseguir não emitir. O que não conseguirmos reduzir, vamos compensar”, afirma.


Zanardi explicou também que é preciso atentar para o impacto climático do evento, já que as emissões excessivas de GEE afetam diretamente o clima. João Alcântara acrescentou que devemos ter mais responsabilidade como consumidores. Foram realizados ainda dinâmicas e estudo de casos de iniciativas sustentáveis já realizadas em eventos. A FIFA vem desenvolvendo o Programa de Sustentabilidade das Copas desde 2006, trabalhando para reduzir os aspectos negativos (impacto ambiental) da realização de seus eventos e para incrementar aspectos positivos na economia e na sociedade dos locais-sede.


No segundo dia da oficina de capacitação, os participantes puderam conhecer o roteiro proposto para a elaboração do levantamento de todos os fatores que interferem, diretamente, na emissão GEE. O estudo terá início vinte dias antes do primeiro jogo da Copa e se estenderá até o quinto dia após a decisão do mundial. Serão analisados dados do consumo de combustível dos veículos oficiais, ônibus das delegações, meios de transportes públicos, geradores de energia utilizados nos locais oficiais (estádios, centros de treinamento, FIFA FAN FEST) e nas obras de infraestrutura e dos estádios). Zanardi frisou que “o legado é uma mudança de comportamento. Cada cidade-sede tem suas especificidades e os planos de mitigação devem ser direcionados”.


Os participantes puderam interagir e propor as estratégias que poderão ser adotadas para criar oportunidades de mitigação e sensibilização. Dentre as ideias, destacam-se a redução de resíduos sólidos a partir do uso de agregados para reciclados, redução do consumo de energia elétrica através do uso de painéis solares e implantação de bicicletários nas obras para diminuir o uso de transporte público e, consequentemente, a emissão de GEE.