12 de abril de 2022 em Mobilidade

Fortaleza registra menor taxa de mortes no trânsito entre janeiro e março das últimas duas décadas

O resultado é fruto das políticas públicas adotadas baseadas em ações de engenharia de tráfego educação e fiscalização preventiva


a imagem mostra a sinalização horizontal de velocidade máxima de 50km/h na avenida da universidade
No âmbito da engenharia, a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h em vias com intenso fluxo de veículos na Capital tem reduzido em 64,5% os acidentes com vítimas nesses locais (Foto: Kiko Silva)
A Prefeitura de Fortaleza registrou, no primeiro trimestre deste ano, o menor índice de mortes no trânsito das últimas duas décadas. Foram 26 óbitos contabilizados entre janeiro e março de 2022, uma redução de 65% quando comparado à média do mesmo período dos anos anteriores, em que 73 pessoas perderam a vida. Em relação a 2021, a queda foi de 41% com 44 registros. 
 
A diminuição é resultado das medidas adotadas pela gestão municipal, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), no âmbito da preservação de vidas.
 
Segundo levantamento da AMC, motociclistas ainda são os mais vulneráveis no trânsito e representam mais da metade das mortes, com 52%. Na segunda posição do ranking aparecem os pedestres (40%), seguido de ciclistas (4%) e ocupantes de veículos de quatro rodas (4%).
 
A maior parte dos acidentes acontece nos finais de semana entre 19h e 4h da manhã, o que indica a probabilidade da associação de fatores de risco como a ingestão do álcool ao dirigir e o excesso de velocidade.
 
Segurança viária
 
Como forma de promover a conscientização dos condutores para um ir e vir seguro, a Prefeitura de Fortaleza vem desenvolvendo políticas públicas eficazes, divididas em três eixos principais: engenharia de tráfego, educação e fiscalização preventiva.
 
No âmbito da engenharia, a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h em vias com intenso fluxo de veículos na Capital tem reduzido em 64,5% os acidentes com vítimas nesses locais. Para os pedestres, estão sendo expandidas as travessias elevadas, as áreas de trânsito calmo, calçadas vivas e faixas diagonais, enquanto que para os ciclistas a infraestrutura cicloviária é ampliada de forma contínua e hoje já alcança a marca de cerca de 410 km. Os motociclistas, que são os que mais morrem no trânsito, também são contemplados com as já conhecidas áreas de espera, espaço situado entre a faixa de pedestres e a faixa de veículos, onde eles podem aguardar a abertura do sinal com mais segurança.
 
No tocante à educação, os educadores de trânsito da AMC também têm função indispensável na redução de acidentes fatais. Cientes do seu papel de orientar, eles estão diariamente nas ruas dialogando e distribuindo materiais educativos a todos que compartilham o trânsito, sobre temas como respeito e comportamento seguro, riscos de beber e dirigir, e o respeito à sinalização e limites de velocidade. Também são desenvolvidos cursos que orientam quanto a uma conduta mais prudente aos mais vulneráveis, como motociclistas e ciclistas.
 
Com relação à fiscalização preventiva, a Autarquia Municipal de Trânsito intensifica suas operações sempre orientada por dados e evidências, de maneira a incentivar a adoção de um comportamento seguro no trânsito. No primeiro trimestre deste ano, foram realizadas 41.506 abordagens nos comandos operacionais. O órgão efetuou 10.050 exames de etilômetro. Destes, 68 deram positivo e 469 motoristas se recusaram a testar, o que indica condução sob efeito de álcool.
 
Monitoramento
 
Além da presença dos agentes nas ruas, os acidentes de trânsito são monitorados 24h pela Central da Mobilidade para Preservação de Vidas no Trânsito. Mais de 600 câmeras acompanham a circulação dos veículos em tempo real e, a partir dessas imagens, o atendimento é otimizado. A estrutura ainda permite uma análise aprofundada das causas de eventuais ocorrências e auxilia medidas preventivas que evitem novos sinistros.
 
Balanço 2021
 
Em 2021, Fortaleza chegou ao sétimo ano seguido com redução de mortes no trânsito. O resultado é fruto do reforço nas ações e políticas públicas integradas para evitar a ocorrência de acidentes com maior severidade. Foram 184 óbitos registrados nas vias da cidade. O número é 51% menor em relação ao ano de 2014, que registrou 377 mortes, ano que antecede a sequência de reduções. 
 
Além disso, o principal indicador aferido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) segue em queda e aponta uma redução de 55,8% no risco de morte de trânsito em Fortaleza nos últimos 10 anos. Na Capital, são registradas 6,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2011, eram 15,4.

Fortaleza registra menor taxa de mortes no trânsito entre janeiro e março das últimas duas décadas

O resultado é fruto das políticas públicas adotadas baseadas em ações de engenharia de tráfego educação e fiscalização preventiva

a imagem mostra a sinalização horizontal de velocidade máxima de 50km/h na avenida da universidade
No âmbito da engenharia, a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h em vias com intenso fluxo de veículos na Capital tem reduzido em 64,5% os acidentes com vítimas nesses locais (Foto: Kiko Silva)
A Prefeitura de Fortaleza registrou, no primeiro trimestre deste ano, o menor índice de mortes no trânsito das últimas duas décadas. Foram 26 óbitos contabilizados entre janeiro e março de 2022, uma redução de 65% quando comparado à média do mesmo período dos anos anteriores, em que 73 pessoas perderam a vida. Em relação a 2021, a queda foi de 41% com 44 registros. 
 
A diminuição é resultado das medidas adotadas pela gestão municipal, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), no âmbito da preservação de vidas.
 
Segundo levantamento da AMC, motociclistas ainda são os mais vulneráveis no trânsito e representam mais da metade das mortes, com 52%. Na segunda posição do ranking aparecem os pedestres (40%), seguido de ciclistas (4%) e ocupantes de veículos de quatro rodas (4%).
 
A maior parte dos acidentes acontece nos finais de semana entre 19h e 4h da manhã, o que indica a probabilidade da associação de fatores de risco como a ingestão do álcool ao dirigir e o excesso de velocidade.
 
Segurança viária
 
Como forma de promover a conscientização dos condutores para um ir e vir seguro, a Prefeitura de Fortaleza vem desenvolvendo políticas públicas eficazes, divididas em três eixos principais: engenharia de tráfego, educação e fiscalização preventiva.
 
No âmbito da engenharia, a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h em vias com intenso fluxo de veículos na Capital tem reduzido em 64,5% os acidentes com vítimas nesses locais. Para os pedestres, estão sendo expandidas as travessias elevadas, as áreas de trânsito calmo, calçadas vivas e faixas diagonais, enquanto que para os ciclistas a infraestrutura cicloviária é ampliada de forma contínua e hoje já alcança a marca de cerca de 410 km. Os motociclistas, que são os que mais morrem no trânsito, também são contemplados com as já conhecidas áreas de espera, espaço situado entre a faixa de pedestres e a faixa de veículos, onde eles podem aguardar a abertura do sinal com mais segurança.
 
No tocante à educação, os educadores de trânsito da AMC também têm função indispensável na redução de acidentes fatais. Cientes do seu papel de orientar, eles estão diariamente nas ruas dialogando e distribuindo materiais educativos a todos que compartilham o trânsito, sobre temas como respeito e comportamento seguro, riscos de beber e dirigir, e o respeito à sinalização e limites de velocidade. Também são desenvolvidos cursos que orientam quanto a uma conduta mais prudente aos mais vulneráveis, como motociclistas e ciclistas.
 
Com relação à fiscalização preventiva, a Autarquia Municipal de Trânsito intensifica suas operações sempre orientada por dados e evidências, de maneira a incentivar a adoção de um comportamento seguro no trânsito. No primeiro trimestre deste ano, foram realizadas 41.506 abordagens nos comandos operacionais. O órgão efetuou 10.050 exames de etilômetro. Destes, 68 deram positivo e 469 motoristas se recusaram a testar, o que indica condução sob efeito de álcool.
 
Monitoramento
 
Além da presença dos agentes nas ruas, os acidentes de trânsito são monitorados 24h pela Central da Mobilidade para Preservação de Vidas no Trânsito. Mais de 600 câmeras acompanham a circulação dos veículos em tempo real e, a partir dessas imagens, o atendimento é otimizado. A estrutura ainda permite uma análise aprofundada das causas de eventuais ocorrências e auxilia medidas preventivas que evitem novos sinistros.
 
Balanço 2021
 
Em 2021, Fortaleza chegou ao sétimo ano seguido com redução de mortes no trânsito. O resultado é fruto do reforço nas ações e políticas públicas integradas para evitar a ocorrência de acidentes com maior severidade. Foram 184 óbitos registrados nas vias da cidade. O número é 51% menor em relação ao ano de 2014, que registrou 377 mortes, ano que antecede a sequência de reduções. 
 
Além disso, o principal indicador aferido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) segue em queda e aponta uma redução de 55,8% no risco de morte de trânsito em Fortaleza nos últimos 10 anos. Na Capital, são registradas 6,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2011, eram 15,4.