A Prefeitura de Fortaleza empossou, nesta terça-feira (10/3), 139 novos servidores para a Rede Municipal de Saúde. Os profissionais vão atuar em postos de saúde, hospitais, UPAs, Samu e na assistência farmacêutica do município. A ação faz parte do plano Fortaleza Inclusiva, por meio do programa Saúde que Cuida, e do FORtaleCE, programa da Prefeitura e do Governo do Estado voltado para melhorias na capital cearense.
Ao todo, foram empossados 83 médicos, 33 técnicos de enfermagem, quatro cirurgiões-dentistas, nove enfermeiros, cinco auxiliares de farmácia, dois auxiliares de saúde bucal, um motorista socorrista e dois técnicos de laboratório de análises clínicas.
A vice-prefeita Gabriella Aguiar, titular da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), comentou sobre as ações da atual gestão na requalificação da saúde municipal.
“Foram 139 profissionais de saúde de oito categorias. Agora, nós temos quase 10 mil pessoas que trabalham na saúde e que, de fato, vão fazer a diferença. Temos que ter isso, além de toda a atenção para a infraestrutura com as obras que estamos fazendo”, afirmou.
“O que nossa rede mais precisa é de um profissional de saúde humano que olhe no olho do paciente, que escute durante a consulta toda a sua queixa e que cuide com atenção. Quando está lá na ponta, no momento da dor e do sofrimento, é a hora que o ser humano mais precisa de atenção e cuidado”, completou Gabriella.
A secretária municipal da Saúde (SMS), Riane Azevedo, comentou sobre a lotação dos profissionais, que irão prioritariamente para a área de emergência.
“Observamos que ampliou a demanda por atendimento. Toda essa quantidade de médicos que a gente convocou é exatamente para reforçar, principalmente, as emergências dos Frotinhas, do Hospital da Mulher e dos nossos Gonzaguinhas”.
Novos horizontes
A médica Thamara Vieira, uma das profissionais empossadas nesta terça-feira (10/3), destacou a emoção de finalmente assumir o cargo após anos de dedicação aos estudos e ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“Eu estou muito feliz. A sensação é de reconhecimento, acima de tudo. Eu atuo no SUS há 10 anos, desde que me formei, então é uma escolha diária continuar, apesar das lutas e das dificuldades. Estar presente também é uma forma de resistência”, afirmou.
Thamara conta que a preparação para o concurso ocorreu paralelamente à rotina de trabalho, o que tornou o processo ainda mais desafiador.
“A rotina é um pouco complicada porque a gente continua trabalhando, e o trabalho na área social já é bem extenuante. Eu tive o apoio do meu esposo, que também é médico de família, e nós estudamos ao mesmo tempo. Inclusive, ele foi convocado na primeira turma”, relatou.
A profissional também explicou o motivo de ter escolhido a especialidade em Medicina de Família e Comunidade.
“Eu conheci a Medicina de Família e Comunidade no primeiro dia de faculdade. Ela coroou o meu desejo de ser médica. Não foi um sonho de criança, foi algo que foi construído quando eu pensava em como poderia devolver para as pessoas tudo que eu recebi. Na medicina de família, a gente cuida das pessoas para além das doenças. Não cuidamos só da pneumonia, cuidamos da Dona Maria, que tem pneumonia, que tem problema de tireoide, que tem diabetes. Então, eu preciso saber um pouco de tudo para ajudar. O foco são as pessoas”, concluiu.

