11 de agosto de 2022 em Saúde

Prefeitura de Fortaleza lança 1º Boletim Epizootiológico de Leishmaniose Visceral

Em 2021, foram 180 notificações de casos de leishmaniose visceral em residentes da capital


A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lançou, nesta quarta-feira (10/08), no VIII Seminário de Atualização em Leishmaniose de Fortaleza, o 1º Boletim Epizootiológico de Leishmaniose Visceral. O evento ocorreu no auditório Paulo Petrola, na Universidade Estadual do Ceará (UECE), das 8h às 16h20.

Boletim Epizootiológico - Leishmaniose

A composição da mesa de abertura do seminário contou com a presença da secretária de Saúde, Ana Estela Leite; do médico veterinário e coordenador da Vigilância em Saúde de Fortaleza, Nélio Moraes; do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Ceará (CRMV-CE), Atualpa Soares; do vice-reitor da UECE, Dárcio Itálo Alves Teixeira; da assessora técnica das unidades de Vigilância de Zoonoses de Fortaleza, Klessyane Soares e da coordenadora do Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose do Estado, Dra Ana Paula Cunha Gomes.

“O seminário busca a atualização de temas, de pesquisas e de gestão que possam direcionar de forma mais fortalecido o processo de controle dessa zoonose, por ter um envolvimento na cadeia tanto de animas silvestres e urbanos, como os seres humanos, vitimas dessa patologia, tendo um mosquito complexo como vetor”, reforçou Nélio Moraes.

Na ocasião, a gestora Ana Estela parabenizou os envolvidos pelo seminário e reforçou a importância da vigilância em saúde que norteia onde o poder público deve atuar e onde priorizar de acordo com o cenário epidemiológico. “Mesmo com o enfrentamento à pandemia, a Leishmaniose não foi esquecida, os números de redução na capital nos orgulha muito, por se tratar de umas das doenças mais negligenciadas no mundo e Fortaleza vem ao longo dos anos mesmo com muitas dificuldades de custeio financeiro trazendo bons resultados”, ressaltou.

Dados Epidemiológicos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Leishmaniose é uma doença negligenciada. O município de Fortaleza é considerado uma área endêmica de transmissão intensa para esta zoonose. No entanto, nos últimos nove anos vêm sendo registrada uma contínua diminuição no número de casos humanos com mais de 60% dos casos humanos na cidade, associada à redução da soroprevalência para 50%.

Em 2021, foram 180 notificações de casos de leishmaniose visceral em residentes da capital. Desses, 37,77% (68) foram confirmados e 62,22% (112) foram descartados. Dos 68 casos confirmados, foram registrados três óbitos.

Ações de combate

Durante todo o ano, a Prefeitura de Fortaleza, através da Vigilância em Saúde, identifica focos da doença, realiza inquéritos caninos e controle químico, assim como ações educativas, visando o controle epidemiológico.

A educação em saúde tem um importante papel na prevenção, orientando a população sobre o uso de mosquiteiros com malha fina, telagem de portas e janelas, uso de repelentes, não exposição nos horários de atividade do flebotomíneo (mosquito palha) em áreas de risco, limpeza de quintais e terrenos que favoreçam criadouros para as formas imaturas do vetor, limpeza periódica de abrigos de animais, reduzindo a atração para este ambiente. No caso dos cães, como medida preventiva, o animal pode ser submetido ao protocolo vacinal para leishmaniose e utilizar coleiras repelentes impregnadas com deltametrina 4%. Também é indicado realizar exame sorológico para LV antes de adoções.

Prefeitura de Fortaleza lança 1º Boletim Epizootiológico de Leishmaniose Visceral

Em 2021, foram 180 notificações de casos de leishmaniose visceral em residentes da capital

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) lançou, nesta quarta-feira (10/08), no VIII Seminário de Atualização em Leishmaniose de Fortaleza, o 1º Boletim Epizootiológico de Leishmaniose Visceral. O evento ocorreu no auditório Paulo Petrola, na Universidade Estadual do Ceará (UECE), das 8h às 16h20.

Boletim Epizootiológico - Leishmaniose

A composição da mesa de abertura do seminário contou com a presença da secretária de Saúde, Ana Estela Leite; do médico veterinário e coordenador da Vigilância em Saúde de Fortaleza, Nélio Moraes; do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Ceará (CRMV-CE), Atualpa Soares; do vice-reitor da UECE, Dárcio Itálo Alves Teixeira; da assessora técnica das unidades de Vigilância de Zoonoses de Fortaleza, Klessyane Soares e da coordenadora do Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose do Estado, Dra Ana Paula Cunha Gomes.

“O seminário busca a atualização de temas, de pesquisas e de gestão que possam direcionar de forma mais fortalecido o processo de controle dessa zoonose, por ter um envolvimento na cadeia tanto de animas silvestres e urbanos, como os seres humanos, vitimas dessa patologia, tendo um mosquito complexo como vetor”, reforçou Nélio Moraes.

Na ocasião, a gestora Ana Estela parabenizou os envolvidos pelo seminário e reforçou a importância da vigilância em saúde que norteia onde o poder público deve atuar e onde priorizar de acordo com o cenário epidemiológico. “Mesmo com o enfrentamento à pandemia, a Leishmaniose não foi esquecida, os números de redução na capital nos orgulha muito, por se tratar de umas das doenças mais negligenciadas no mundo e Fortaleza vem ao longo dos anos mesmo com muitas dificuldades de custeio financeiro trazendo bons resultados”, ressaltou.

Dados Epidemiológicos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Leishmaniose é uma doença negligenciada. O município de Fortaleza é considerado uma área endêmica de transmissão intensa para esta zoonose. No entanto, nos últimos nove anos vêm sendo registrada uma contínua diminuição no número de casos humanos com mais de 60% dos casos humanos na cidade, associada à redução da soroprevalência para 50%.

Em 2021, foram 180 notificações de casos de leishmaniose visceral em residentes da capital. Desses, 37,77% (68) foram confirmados e 62,22% (112) foram descartados. Dos 68 casos confirmados, foram registrados três óbitos.

Ações de combate

Durante todo o ano, a Prefeitura de Fortaleza, através da Vigilância em Saúde, identifica focos da doença, realiza inquéritos caninos e controle químico, assim como ações educativas, visando o controle epidemiológico.

A educação em saúde tem um importante papel na prevenção, orientando a população sobre o uso de mosquiteiros com malha fina, telagem de portas e janelas, uso de repelentes, não exposição nos horários de atividade do flebotomíneo (mosquito palha) em áreas de risco, limpeza de quintais e terrenos que favoreçam criadouros para as formas imaturas do vetor, limpeza periódica de abrigos de animais, reduzindo a atração para este ambiente. No caso dos cães, como medida preventiva, o animal pode ser submetido ao protocolo vacinal para leishmaniose e utilizar coleiras repelentes impregnadas com deltametrina 4%. Também é indicado realizar exame sorológico para LV antes de adoções.