17 de February de 2025 em Juventude

Alunos de Libras da Prefeitura de Fortaleza se destacam em seleção para curso ofertado pelo Governo do Estado

Mensalmente, são ofertadas cerca de 100 vagas em cursos gratuitos de nível básico ou intermediário em Língua Brasileira de Sinais em Fortaleza


 

A Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas mês para jovens aprenderem Libras
A Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas mês para jovens aprenderem Libras

Cinco alunos do curso básico de Libras da Rede Cuca, ofertado pela Prefeitura de Fortaleza, foram aprovados na seleção realizada pelo Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará (Creaece), da Secretaria da Educação do Estado do Ceará. Levi Macêdo, Karine Pereira e Ana Karina Alves foram selecionados para a turma avançada, enquanto Breno de Souza e Maria Elane Pereira foram aprovados para a turma intermediária com nota máxima.

O curso do Creaece é um dos mais concorridos da área e tem grande relevância entre a comunidade surda por ser um dos poucos no Ceará a ofertar a formação gratuita com carga horária mais extensa. “É muito gratificante pra mim, como professor, ver os alunos da Rede Cuca serem aprovados, com a dinâmica diferente que nós temos aqui, com todas as questões de território, a gente conseguir levar esses estudantes que realmente querem prosseguir na língua de sinais para esse outro patamar”, comemora o professor de libras da Rede Cuca, Paulo Vitor Vilela.

Diversos motivos têm levado os alunos a procurarem o curso básico de libras da Rede Cuca. Muitos se matriculam pela curiosidade de conhecer a língua, outros já pensam em uma futura profissionalização como intérprete, professor de libras ou mesmo como uma habilidade a mais para o currículo. “Já tive alguns alunos que entraram como aprendizes e foram efetivados porque o chefe o viu se comunicando com um cliente surdo que estava ali querendo ser atendido e a pessoa foi lá e conseguiu desenrolar essa comunicação”, conta o professor.

Aluna da Rede Cuca desde fevereiro de 2023, Maria Elane, 26, foi uma das aprovadas para a turma intermediária. Depois de tentar aprender outros idiomas, mas sem sucesso, ela viu no curso de libras a oportunidade de unir as suas habilidades manuais ao desejo de aprender outra língua. “Depois que tive minhas primeiras aulas, fiquei apaixonada e, a princípio, era só um divertimento legal, sem pretensões de profissão e carreira, mas, com o incentivo do Paulo (professor), comecei a observar isso com outros olhos e, hoje em dia, penso que quero trabalhar com algo em que o contato com a língua seja frequente”, diz a estudante.  

Impulso profissional

Além de se capacitar e desenvolver mais uma habilidade, os cursos têm sido, também, uma oportunidade para os jovens ampliarem seus horizontes profissionais. “Depois que comecei a aprender Libras no Cuca, fiz novas amizades com pessoas da comunidade surda e conheci novas histórias. No meu trabalho, tenho usado a libras para poder entrevistar pessoas surdas e, por meio de reportagens, difundir o conhecimento sobre vivências e histórias de integrantes da comunidade surda para o público. Decidir começar a aprender libras mudou minha vida, e os cursos da Rede Cuca têm um papel fundamental nesse processo”, relata Levi Macêdo, 21 anos, aluno do Cuca há quase três anos e recentemente aprovado para a turma avançada do Creaece.

Mensalmente, a Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas em cursos gratuitos de nível básico ou intermediário em Língua Brasileira de Sinais em Fortaleza. Atualmente, os cursos estão sendo ofertados nos Cucas Pici e Mondubim e as matrículas podem ser realizadas no início de cada mês por meio do Portal da Juventude ou presencialmente em um dos Cucas da cidade.

Para o professor Paulo Vitor, além de serem uma porta de entrada dos jovens na comunidade surda, os cursos da Rede Cuca são um diferencial no currículo. “Muitas empresas têm a cota de pessoas com deficiência e, por conta disso, muitas contratam pessoas surdas, mas não sabem se comunicar. Então, quando entra um jovem que sabe minimamente se comunicar com surdo, ele já vai ter um destaque”, pontua.

Na Rede Cuca, além de conhecerem o básico da língua brasileira de sinais, como alfabeto, números e conversações básicas, os jovens aprendem também sobre a cultura da comunidade surda por meio da vivência com pessoas surdas que participam das aulas a convite do professor. “O principal, o que a gente mais trabalha aqui no Cuca, é mostrar que as pessoas surdas são capazes, são pessoas que têm seu lugar de fala, são pessoas que têm sua autonomia, são pessoas que têm uma língua rica e própria. Então, com muito respeito, a gente visa a pessoa surda com esse protagonismo”, destaca Paulo Vitor.

Alunos de Libras da Prefeitura de Fortaleza se destacam em seleção para curso ofertado pelo Governo do Estado

Mensalmente, são ofertadas cerca de 100 vagas em cursos gratuitos de nível básico ou intermediário em Língua Brasileira de Sinais em Fortaleza

 

A Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas mês para jovens aprenderem Libras
A Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas mês para jovens aprenderem Libras

Cinco alunos do curso básico de Libras da Rede Cuca, ofertado pela Prefeitura de Fortaleza, foram aprovados na seleção realizada pelo Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará (Creaece), da Secretaria da Educação do Estado do Ceará. Levi Macêdo, Karine Pereira e Ana Karina Alves foram selecionados para a turma avançada, enquanto Breno de Souza e Maria Elane Pereira foram aprovados para a turma intermediária com nota máxima.

O curso do Creaece é um dos mais concorridos da área e tem grande relevância entre a comunidade surda por ser um dos poucos no Ceará a ofertar a formação gratuita com carga horária mais extensa. “É muito gratificante pra mim, como professor, ver os alunos da Rede Cuca serem aprovados, com a dinâmica diferente que nós temos aqui, com todas as questões de território, a gente conseguir levar esses estudantes que realmente querem prosseguir na língua de sinais para esse outro patamar”, comemora o professor de libras da Rede Cuca, Paulo Vitor Vilela.

Diversos motivos têm levado os alunos a procurarem o curso básico de libras da Rede Cuca. Muitos se matriculam pela curiosidade de conhecer a língua, outros já pensam em uma futura profissionalização como intérprete, professor de libras ou mesmo como uma habilidade a mais para o currículo. “Já tive alguns alunos que entraram como aprendizes e foram efetivados porque o chefe o viu se comunicando com um cliente surdo que estava ali querendo ser atendido e a pessoa foi lá e conseguiu desenrolar essa comunicação”, conta o professor.

Aluna da Rede Cuca desde fevereiro de 2023, Maria Elane, 26, foi uma das aprovadas para a turma intermediária. Depois de tentar aprender outros idiomas, mas sem sucesso, ela viu no curso de libras a oportunidade de unir as suas habilidades manuais ao desejo de aprender outra língua. “Depois que tive minhas primeiras aulas, fiquei apaixonada e, a princípio, era só um divertimento legal, sem pretensões de profissão e carreira, mas, com o incentivo do Paulo (professor), comecei a observar isso com outros olhos e, hoje em dia, penso que quero trabalhar com algo em que o contato com a língua seja frequente”, diz a estudante.  

Impulso profissional

Além de se capacitar e desenvolver mais uma habilidade, os cursos têm sido, também, uma oportunidade para os jovens ampliarem seus horizontes profissionais. “Depois que comecei a aprender Libras no Cuca, fiz novas amizades com pessoas da comunidade surda e conheci novas histórias. No meu trabalho, tenho usado a libras para poder entrevistar pessoas surdas e, por meio de reportagens, difundir o conhecimento sobre vivências e histórias de integrantes da comunidade surda para o público. Decidir começar a aprender libras mudou minha vida, e os cursos da Rede Cuca têm um papel fundamental nesse processo”, relata Levi Macêdo, 21 anos, aluno do Cuca há quase três anos e recentemente aprovado para a turma avançada do Creaece.

Mensalmente, a Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas em cursos gratuitos de nível básico ou intermediário em Língua Brasileira de Sinais em Fortaleza. Atualmente, os cursos estão sendo ofertados nos Cucas Pici e Mondubim e as matrículas podem ser realizadas no início de cada mês por meio do Portal da Juventude ou presencialmente em um dos Cucas da cidade.

Para o professor Paulo Vitor, além de serem uma porta de entrada dos jovens na comunidade surda, os cursos da Rede Cuca são um diferencial no currículo. “Muitas empresas têm a cota de pessoas com deficiência e, por conta disso, muitas contratam pessoas surdas, mas não sabem se comunicar. Então, quando entra um jovem que sabe minimamente se comunicar com surdo, ele já vai ter um destaque”, pontua.

Na Rede Cuca, além de conhecerem o básico da língua brasileira de sinais, como alfabeto, números e conversações básicas, os jovens aprendem também sobre a cultura da comunidade surda por meio da vivência com pessoas surdas que participam das aulas a convite do professor. “O principal, o que a gente mais trabalha aqui no Cuca, é mostrar que as pessoas surdas são capazes, são pessoas que têm seu lugar de fala, são pessoas que têm sua autonomia, são pessoas que têm uma língua rica e própria. Então, com muito respeito, a gente visa a pessoa surda com esse protagonismo”, destaca Paulo Vitor.