25 de julho de 2022 em Saúde

Armadilhas de ovitrampas auxiliam no combate ao mosquito Aedes aegypti em Fortaleza

As armadilhas atraem fêmeas do mosquito e facilitam o monitoramento; estratégia contribuiu na retirada de 225 mil ovos do mosquito


homem olhando um microscópio
As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água

O uso de armadilhas ovitrampas para capturar os ovos do mosquito Aedes aegypti é mais uma das estratégias da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que ajudam no combate à proliferação da doença na Cidade. De janeiro a junho de 2022, a estratégia auxiliou na retirada de cerca 225 mil ovo de mosquitos nos bairros da Capital, sem precisar usar inseticidas químicos.

No total, são 512 pontos instalados em residências e pontos estratégicos. Neste período, foram realizadas quase 10 mil visitas dos agentes de endemias para esta estratégia, visando o monitoramento e a tomada de decisões para orientar ações e implementar medidas de controle.

Como funciona

As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, são inseridas uma palheta de madeira (Eucatex) que facilita que a fêmea do Aedes coloque ovos.

Dessa forma, os agentes de endemias conseguem observar, de maneira mais rápida e eficiente, a quantidade de mosquitos naquela região e aceleram as ações de combate ao mosquito, sem que o inseto se desenvolva.

O equipamento fica no local por um período de sete dias, e enviado ao laboratório de Entomologia para contagem dos ovos. A cada semana a palheta de madeira é substituída. Pela quantidade de ovos, ou ausência deles, a Prefeitura saberá se há fêmeas com foco no raio de nove quarteirões da armadilha, gerando gráficos e mapas para aplicação das medidas de controle.

“É um instrumento que nos mostra a presença do mosquito, principalmente onde estão as fêmeas, já que é um acompanhamento feito pela quantidade de ovos. É um monitoramento minucioso, com data marcada, e de forma permanente. Com o aumento das chuvas, ele se mostra ainda mais importante. Isso porque há uma oferta maior de água e, consequentemente, maior infestação de mosquito. O monitoramento ajuda a direcionar de forma mais precisa as ações”, explica o gerente da célula de vigilância ambiental e riscos biológicos, Atualpa Soares.

Ele ressalta que “caso a região seja foco, as ações são ainda mais incisivas nas localidades, pois não adianta colocar a armadilha onde já sabemos que é foco”, explica.

Mesmo com o monitoramento das armadilhas, as medidas de prevenção mais tradicionais de combate aos focos são fundamentais: evitar o armazenamento de água parada, limpar calhas e caixas d’água com frequência, evitar acúmulo de lixo e colocar areia nos pratos e vasos de plantas.

A Prefeitura atua o ano inteiro em outras linhas de trabalho de combate ao Aedes pela cidade. Ações de bloqueio, visita aos imóveis, fiscalização sanitária, recolhimento de pneus, aplicação de inseticidas por UBV e por outras metodologias, entre outras estratégias que são feitas diariamente e intensificadas nas áreas com maior número de casos registrados.

“Em todas as ações que realizamos, precisamos sempre da ajuda da população no combate ao mosquito. Precisamos nos mobilizar cada vez mais, unindo forças e redobrando a atenção em tudo que possa acumular água parada. Evitar proliferação do mosquito depende de cada um de nós”, finalizou.

Armadilhas de ovitrampas auxiliam no combate ao mosquito Aedes aegypti em Fortaleza

As armadilhas atraem fêmeas do mosquito e facilitam o monitoramento; estratégia contribuiu na retirada de 225 mil ovos do mosquito

homem olhando um microscópio
As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água

O uso de armadilhas ovitrampas para capturar os ovos do mosquito Aedes aegypti é mais uma das estratégias da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que ajudam no combate à proliferação da doença na Cidade. De janeiro a junho de 2022, a estratégia auxiliou na retirada de cerca 225 mil ovo de mosquitos nos bairros da Capital, sem precisar usar inseticidas químicos.

No total, são 512 pontos instalados em residências e pontos estratégicos. Neste período, foram realizadas quase 10 mil visitas dos agentes de endemias para esta estratégia, visando o monitoramento e a tomada de decisões para orientar ações e implementar medidas de controle.

Como funciona

As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, são inseridas uma palheta de madeira (Eucatex) que facilita que a fêmea do Aedes coloque ovos.

Dessa forma, os agentes de endemias conseguem observar, de maneira mais rápida e eficiente, a quantidade de mosquitos naquela região e aceleram as ações de combate ao mosquito, sem que o inseto se desenvolva.

O equipamento fica no local por um período de sete dias, e enviado ao laboratório de Entomologia para contagem dos ovos. A cada semana a palheta de madeira é substituída. Pela quantidade de ovos, ou ausência deles, a Prefeitura saberá se há fêmeas com foco no raio de nove quarteirões da armadilha, gerando gráficos e mapas para aplicação das medidas de controle.

“É um instrumento que nos mostra a presença do mosquito, principalmente onde estão as fêmeas, já que é um acompanhamento feito pela quantidade de ovos. É um monitoramento minucioso, com data marcada, e de forma permanente. Com o aumento das chuvas, ele se mostra ainda mais importante. Isso porque há uma oferta maior de água e, consequentemente, maior infestação de mosquito. O monitoramento ajuda a direcionar de forma mais precisa as ações”, explica o gerente da célula de vigilância ambiental e riscos biológicos, Atualpa Soares.

Ele ressalta que “caso a região seja foco, as ações são ainda mais incisivas nas localidades, pois não adianta colocar a armadilha onde já sabemos que é foco”, explica.

Mesmo com o monitoramento das armadilhas, as medidas de prevenção mais tradicionais de combate aos focos são fundamentais: evitar o armazenamento de água parada, limpar calhas e caixas d’água com frequência, evitar acúmulo de lixo e colocar areia nos pratos e vasos de plantas.

A Prefeitura atua o ano inteiro em outras linhas de trabalho de combate ao Aedes pela cidade. Ações de bloqueio, visita aos imóveis, fiscalização sanitária, recolhimento de pneus, aplicação de inseticidas por UBV e por outras metodologias, entre outras estratégias que são feitas diariamente e intensificadas nas áreas com maior número de casos registrados.

“Em todas as ações que realizamos, precisamos sempre da ajuda da população no combate ao mosquito. Precisamos nos mobilizar cada vez mais, unindo forças e redobrando a atenção em tudo que possa acumular água parada. Evitar proliferação do mosquito depende de cada um de nós”, finalizou.