27 de setembro de 2013 em Educação

Núcleo de mediação de conflitos é inaugurado em escola da rede pública municipal

O desenvolvimento das atividades acontece na “sala do bem-querer”, onde os integrantes da comunidade escolar serão acolhidos pelos mediadores


O grupo de mediadores voluntários é formado por professores, funcionários da escola, alunos, pais e pessoas da comunidade

O Núcleo de Mediação Escolar da escola da rede pública municipal Conceição Mourão, no bairro Granja Portugal, foi inaugurado nesta quinta-feira (26/09). A partir desta sexta-feira, um grupo de 20 voluntários atuará na mediação de conflitos diversos que podem ocorrer no ambiente escolar. Para o desenvolvimento das atividades foi destinado um local chamado “sala do bem-querer”, onde os integrantes da comunidade escolar serão acolhidos pelos mediadores.

O coordenador de articulação da comunidade e gestão escolar da SME, João Lúcio de Alcântara, comunicou que a ideia do núcleo de mediação de conflitos será estendida para as outras unidades da rede municipal de Fortaleza e ressaltou a criação da Célula de Mediação Social na secretaria, implantada no início da gestão do secretário Ivo Gomes, como um passo importante no fortalecimento da cultura de paz. “Nós temos o objetivo de promover a cultura de paz nas escolas, através da formação de professores, profissionais, alunos e pais, e entendemos que a melhor maneira de resolver conflitos é através do diálogo e da mediação”, declarou o coordenador.

A ideia da criação do núcleo partiu da direção da escola que percebeu como os tipos de violência podem afetar o aprendizado do aluno. Para a diretora da escola, Martha Teixeira, essa ação terá como retorno a formação de indivíduos pacíficos e que interagem conscientemente com as outras pessoas. “A sala do bem querer representa os anseios de todos desta unidade escolar, na busca de resolver conflitos pelo diálogo, criando um ambiente favorável ao bem-estar e ao desenvolvimento pessoal e social”, afirmou a diretora.

Além dos monitores, 30 alunos que desempenham papel de monitores na escola auxiliarão nas mediações dos conflitos que surgirem no dia-a-dia. O estudante Lucas Linhares diz que está feliz por poder ajudar a escola e os colegas. “Eu pretendo ouvir os dois lados e tentar resolver o problemas da melhor forma”, explicou o aluno.

O grupo de mediadores voluntários é formado por professores, funcionários da escola, alunos, pais e pessoas da comunidade. Todos participaram de cursos que prepararam os voluntários para trabalhar com as metodologias de mediação do Ministério Público, da Escola do Perdão e Reconciliação (Espere) e dos Círculos de Justiça Restaurativa.

A professora Maria do Socorro Sousa, que faz parte do grupo de mediadores, afirma que já resolvia desavenças entre os alunos de maneira intuitiva. “Agora eu estou mais preparada para encarar esses desafios e acredito que vai melhorar muito o aprendizado dos alunos porque, evitando e resolvendo as tensões, eles vão se focar mais nos estudos”, disse a professora.

Segundo a coordenadora nacional para região Nordeste da Escola do Perdão e Reconciliação (Espere), Socorro Dantas, é necessário trabalhar com crianças e adolescentes a construção de boas referências. “Nós vivemos um período em que os problemas na sociedade acabam refletindo na escola e essa mediação é importante porque auxilia a formar cidadãos”, pontuou.

A intenção é que, durante todos os dias da semana, dois mediadores estejam à disposição no núcleo nos turnos manhã e tarde. Entre as atividades previstas, estão rodas de conversas com as famílias que apresentam indicativo de violência doméstica. Um dos intuitos é trabalhar a afetividade e o emocional dos alunos vítimas desse problema.

 

Núcleo de mediação de conflitos é inaugurado em escola da rede pública municipal

O desenvolvimento das atividades acontece na “sala do bem-querer”, onde os integrantes da comunidade escolar serão acolhidos pelos mediadores

O grupo de mediadores voluntários é formado por professores, funcionários da escola, alunos, pais e pessoas da comunidade

O Núcleo de Mediação Escolar da escola da rede pública municipal Conceição Mourão, no bairro Granja Portugal, foi inaugurado nesta quinta-feira (26/09). A partir desta sexta-feira, um grupo de 20 voluntários atuará na mediação de conflitos diversos que podem ocorrer no ambiente escolar. Para o desenvolvimento das atividades foi destinado um local chamado “sala do bem-querer”, onde os integrantes da comunidade escolar serão acolhidos pelos mediadores.

O coordenador de articulação da comunidade e gestão escolar da SME, João Lúcio de Alcântara, comunicou que a ideia do núcleo de mediação de conflitos será estendida para as outras unidades da rede municipal de Fortaleza e ressaltou a criação da Célula de Mediação Social na secretaria, implantada no início da gestão do secretário Ivo Gomes, como um passo importante no fortalecimento da cultura de paz. “Nós temos o objetivo de promover a cultura de paz nas escolas, através da formação de professores, profissionais, alunos e pais, e entendemos que a melhor maneira de resolver conflitos é através do diálogo e da mediação”, declarou o coordenador.

A ideia da criação do núcleo partiu da direção da escola que percebeu como os tipos de violência podem afetar o aprendizado do aluno. Para a diretora da escola, Martha Teixeira, essa ação terá como retorno a formação de indivíduos pacíficos e que interagem conscientemente com as outras pessoas. “A sala do bem querer representa os anseios de todos desta unidade escolar, na busca de resolver conflitos pelo diálogo, criando um ambiente favorável ao bem-estar e ao desenvolvimento pessoal e social”, afirmou a diretora.

Além dos monitores, 30 alunos que desempenham papel de monitores na escola auxiliarão nas mediações dos conflitos que surgirem no dia-a-dia. O estudante Lucas Linhares diz que está feliz por poder ajudar a escola e os colegas. “Eu pretendo ouvir os dois lados e tentar resolver o problemas da melhor forma”, explicou o aluno.

O grupo de mediadores voluntários é formado por professores, funcionários da escola, alunos, pais e pessoas da comunidade. Todos participaram de cursos que prepararam os voluntários para trabalhar com as metodologias de mediação do Ministério Público, da Escola do Perdão e Reconciliação (Espere) e dos Círculos de Justiça Restaurativa.

A professora Maria do Socorro Sousa, que faz parte do grupo de mediadores, afirma que já resolvia desavenças entre os alunos de maneira intuitiva. “Agora eu estou mais preparada para encarar esses desafios e acredito que vai melhorar muito o aprendizado dos alunos porque, evitando e resolvendo as tensões, eles vão se focar mais nos estudos”, disse a professora.

Segundo a coordenadora nacional para região Nordeste da Escola do Perdão e Reconciliação (Espere), Socorro Dantas, é necessário trabalhar com crianças e adolescentes a construção de boas referências. “Nós vivemos um período em que os problemas na sociedade acabam refletindo na escola e essa mediação é importante porque auxilia a formar cidadãos”, pontuou.

A intenção é que, durante todos os dias da semana, dois mediadores estejam à disposição no núcleo nos turnos manhã e tarde. Entre as atividades previstas, estão rodas de conversas com as famílias que apresentam indicativo de violência doméstica. Um dos intuitos é trabalhar a afetividade e o emocional dos alunos vítimas desse problema.