Mostrando itens por tag: segurança viária

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) vai implantar na noite desta quinta-feira (10/06) um novo semáforo exclusivo para pedestres na Av. Leste-Oeste, em frente à Praça Marcílio Dias (Corpo de Bombeiros). A ação faz parte do programa de segurança viária desenvolvido em Fortaleza para reduzir os sinistros com vítimas fatais.

O objetivo é promover a travessia segura dos pedestres, preservando suas vidas. Nos últimos cinco anos, foram registrados pelo órgão 654 acidentes na Jacarecanga, sendo 78 atropelamentos.

Após essa implantação, a Capital passará a operar com 1060 semáforos: 56% destes equipamentos operam em tempo real e 44% de modo convencional.

Outras intervenções 

No início deste ano, a Av. Leste-Oeste recebeu melhorias na sinalização, além de nova ciclovia no trecho compreendido entre a Rua Jacinto Matos e Av. Alberto Nepomuceno. A velocidade máxima também foi readequada para 50 km/h desde a Rua Jacinto Matos até a Av. Dom Manuel.

Publicado em Mobilidade
senhora do lado esquerdo de perfil falando em megafone e 4 pessoas ao fundo em pé sobre faixa de pedestre segurando uma faixa que diz 'e se o pedestre fosse seu filho?'
A iniciativa contou com a presença de agentes, orientadores de tráfego, engenheiros e educadores do órgão

Na data que marca o início do novo limite de velocidade na Av. Dom Luís, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) realizou uma ação educativa de respeito ao pedestre, considerado um dos usuários mais vulneráveis a acidentes, ficando atrás apenas dos motociclistas. A iniciativa, que contou com a presença de agentes, orientadores de tráfego, engenheiros e educadores do órgão, aconteceu na manhã desta quinta-feira (28/01), no cruzamento da Av. Dom Luís com as ruas Cel. Jucá, Frederico Borges e Monsenhor Catão.

Balões brancos para simbolizar paz no trânsito e frases de alerta como “E se o pedestre fosse sua mãe?” ficaram expostas aos motoristas que trafegavam pelo trecho. De 2015 a 2019, foram registrados 482 acidentes na Av. Dom Luís, sendo 150 com feridos e três fatais, além de 20 atropelamentos. Na semana passada, a médica cardiologista Lúcia Belém morreu ao ser colhida por um veículo quando tentava fazer a travessia. A avenida concentra um fluxo diário de 44 mil veículos.

"Em Fortaleza, 32% dos deslocamentos são feitos a pé. Enquanto poder público, trabalhamos para criar condições de viagens seguras. Mas essa responsabilidade precisa ser compartilhada também com a sociedade, que deve respeitar a sinalização e adotar um comportamento seguro no trânsito. Toda vida faz falta para alguém", ressalta Juliana Coelho, superintendente da AMC.

placa de 50 km/h em primeiro plano do lado esquerdo pregada em poste e carros passando em avenida do lado direito
De acordo com dados OMS, a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h aumenta em dez vezes a chance de uma pessoa atropelada sobreviver (Foto: Rodrigo Carvalho)

Velocidade

Em virtude da quantidade de acidentes, a Av. Dom Luís passou a operar com 50 km/h. O excesso de velocidade, além de ser um dos principais fatores de risco de acidentes, é a infração de trânsito mais cometida pelos motoristas cearenses.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h aumenta em dez vezes a chance de uma pessoa atropelada sobreviver. Conforme a instituição, a velocidade elevada provoca um efeito de afunilamento no campo visual do condutor, dificultando a percepção de pedestres e outros obstáculos nas ruas.
 
A exemplo de outras vias que já operam com 50 km/h, os condutores terão até seis meses para se adaptarem à mudança. A previsão é que sejam autuados somente após esse período. “Continuaremos monitorando o comportamento do fluxo, reforçando as sinalizações necessárias e fiscalizando demais condutas inadequadas como, por exemplo, deixar de dar preferência de passagem ao pedestre”, finaliza Juliana.

Publicado em Mobilidade

Pela primeira vez em 15 anos, Fortaleza registrou, em 2019, um número abaixo de 200 mortes no trânsito e alcançou a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) ao reduzir pela metade a taxa de mortalidade. No ano passado, foram contabilizados 7,4 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2010, o índice era de 14,9 óbitos, representando uma diminuição de 50,03%. O detalhamento dos dados pode ser consultado na mais nova edição do Relatório Anual de Segurança Viária, que também chama atenção para os principais fatores de risco de acidentes como o excesso de velocidade, a ausência e uso inadequado do capacete e cinto de segurança, a mistura do álcool e direção e a utilização do celular ao volante.

Para o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Alberto Saboia, o resultado é reflexo do esforço sistêmico norteado pelas melhores práticas internacionais e focado em quatro eixos principais: desenho seguro das vias, educação para o trânsito, fiscalização e comunicação. "Nos últimos oito anos, observamos uma mudança de paradigmas com a priorização dos usuários mais frágeis e dos meios de transporte sustentáveis. As ciclofaixas, áreas de trânsito calmo, áreas de espera para motocicletas, travessias elevadas para pedestres e faixas exclusivas para ônibus mudaram a forma de nós, fortalezenses, enxergarmos a cidade. Aliado a isso, as campanhas educativas e as operações para coibir comportamentos inadequados foram iniciativas exitosas para a preservação de vidas", esclarece.

Segundo a publicação, 14.525 acidentes aconteceram entre janeiro e dezembro de 2019. Desse total, 12.207 foram acidentes com feridos, 191 com fatais e 2.127 apenas com danos materiais. A maior parte dos acidentes com vítimas aconteceu às quartas, quintas e sextas-feiras, nos horários de pico da manhã (de 7h às 8h) e noite (de 18h às 19h). Entre 2014 e 2019, estima-se que 578 vidas tenham sido salvas.

Ao todo, 198 pessoas morreram e 13.833 apresentaram algum tipo de ferimento ou lesão. Usuários de motocicletas representaram 43,5% do total de mortes no trânsito, seguido por pedestres (40,4%), ciclistas (11,1%) e ocupantes de veículos de quatro rodas (5%). A vítima de maior idade tinha 90 anos. Já a de menor idade foi um bebê de colo de 2 anos que foi atropelado junto com sua mãe.

O perfil mais comum de quem morre no trânsito em Fortaleza é homem, com faixa etária entre 18 e 29 anos. Mas, apesar dos jovens registrarem a maior quantidade de fatalidades, o risco relativo de morte se apresenta diferentemente a partir do perfil do usuário. Em 2019, os dados por gênero e idade mostram que o risco relativo de morte para homens com mais de 60 anos é cinco vezes maior do que o restante da população.

De acordo com o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima, a melhora na prevenção é resultado da política de segurança no trânsito desenvolvida pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global. “Temos trabalhado incessantemente para que vidas sejam preservadas, oferecendo condições seguras de deslocamento. A nossa presença ostensiva nas vias da cidade vem mudando a atitude de condutores e pedestres no sentido de criar uma cultura de respeito às normas de circulação viária. Mas os desafios ainda são muitos. É preciso que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o poder público e todos os usuários para reduzirmos ainda mais a estatística de violência no trânsito”, reforça.

Clique aqui para conferir o relatório na íntegra.  

Fatores de risco

- Não uso ou uso incorreto do capacete

Em Fortaleza, os usuários de motocicletas têm uma alta prevalência de uso do capacete (99% do total). Entretanto, há uma diferença para aqueles que utilizam corretamente, afivelando o capacete, sendo menor o percentual, 92%, de acordo com pesquisa observacional realizada por meio da parceria entre a Universidade Johns Hopkins e a Universidade Federal do Ceará (UFC).

O uso correto deste equipamento reduz em 40% o risco de morte no trânsito e em 70% o risco de lesões graves. Isso significa dizer que, para cada 10 motociclistas que morreram ou sofreram uma grave lesão e não estavam utilizando o capacete, 4 teriam sobrevivido e 7 teriam evitado ferimento severo.

- Cinto de segurança e cadeirinha

Na pesquisa de avaliação da campanha "Não arrisque. Nunca beba e dirija", 54,6% dos entrevistados afirmaram não ter utilizado o cinto no banco de trás e 90,1% disseram desconhecer a legislação que obriga essa utilização.

A situação também é semelhante para o público infantil. Só 47% das crianças e bebês observados estavam utilizando equipamentos de proteção adequados. O uso da cadeirinha reduz o risco de morte em até 71% para crianças maiores de dois anos e em até 54% para crianças de até dois anos.

- Excesso de velocidade

A OMS estima que um aumento de 5% na velocidade média amplia em cerca de 10% os acidentes envolvendo lesões e de 20% a 30% as colisões fatais. Segundo a Organização, o risco de um pedestre adulto morrer se atingido por um carro a menos de 50 km/h é de 20%.

O motociclista é o que mais excede a velocidade, representando 26% dentre os tipos de veículos. Quem menos excede a velocidade são os ônibus (6%).

- Lei Seca

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), condutores que dirigem sob o efeito de álcool têm 17 vezes mais chance de se envolver em um acidente fatal. Isso porque o álcool, além de comprometer as capacidades cognitivas, reduz as chances de sobrevivência. Quanto maior o consumo de bebida alcoólica, mais chances de ferimentos graves e de óbito.

Em Fortaleza, 11,9% de indivíduos entrevistados na Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), afirmaram conduzir veículos motorizados após ingestão de qualquer quantidade de bebida alcoólica. Esse valor é bem próximo à média nacional de 12,1%.

- Uso do celular

O uso do celular distrai o motorista em quatro dimensões: visual, cognitiva, física e auditiva. Segundo a OMS, a combinação aumenta em quatro vezes o índice de acidente de trânsito. Em Fortaleza, sete a cada 100 condutores, utilizam o celular enquanto dirigem. O desrespeito maior foi observado entre os condutores jovens (18 a 24 anos) e do gênero feminino.

Segundo a pesquisa, o uso do celular enquanto dirige foi observado com maior frequência nos dias úteis. As Regionais I e III (9,8% e 11,1%) apresentaram maiores taxas desta conduta de risco, enquanto a Regional do Centro apresentou o menor (3,1%).

- Plataforma Vida

Além do Relatório Anual de Segurança Viária, qualquer cidadão pode obter informações gratuitas sobre os acidentes ocorridos em Fortaleza na Plataforma Vida (ferramenta digital que disponibiliza dados de sinistros de trânsito) pelo smartphone ou no site www.centralamc.com.br.

A iniciativa vem sendo desenvolvida pela AMC como evolução do Sistema de Informações em Acidentes de Trânsito (SIAT). O objetivo é promover uma melhor compreensão da problemática de mortes e feridos no trânsito, bem como aumentar a eficiência na coleta e análise de dados relativos à segurança viária e ao monitoramento de intervenções de engenharia e fiscalização. 

Publicado em Mobilidade
Para reforçar a segurança e prevenir acidentes de trânsito envolvendo embriaguez ao volante, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) intensifica a Operação Lei Seca em Fortaleza. A ação, que conta com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), é realizada em todos os turnos nas vias com maior taxa de acidentalidade viária e que estejam situadas próximas a bares e restaurantes. 
 
O objetivo é criar a cultura no cidadão de cumprimento às normas de circulação viária e consequentemente evitar lesões graves e mortes no trânsito. “A fiscalização tem caráter preventivo. É preciso que o condutor tenha em mente que a qualquer momento e em qualquer lugar pode ser abordado em nossas operações. Desse jeito estaremos aumentando a segurança de todos e salvando vidas", relata o superintendente do órgão, Arcelino Lima. 
 
Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco vítimas de trânsito atendidas nos prontos-socorros brasileiros ingeriram bebida alcoólica. Na Capital, a situação não é diferente. Cerca de 20% dos pacientes internados no Instituto Dr. José Frota (IJF) que sofreram acidentes declararam ter ingerido a substância antes da ocorrência. 
 
O álcool torna os reflexos mais lentos, diminui a vigilância e reduz a capacidade visual, o que contribui para acidentes com alto índice de severidade.
 
Apesar de dados que apontam uma redução de 50% no número de mortes nesta cidade nos últimos anos, a atenção no trânsito precisa ser constante. Afinal, nenhum óbito é tolerável, e todos, tanto poder público quanto sociedade, compartilham a responsabilidade por tornar ruas e avenidas mais seguras. 
 
Penalidade
 
No Brasil a tolerância de álcool é zero. Conduzir veículo automotor sob influência dessa substância é uma infração de natureza gravíssima X 10, multa no valor de R$ 2.934,70 e se a concentração for igual ou superior a 0,30 miligramas de álcool por litro de ar alveolar ou o motorista tenha sinais que indiquem alteração de capacidade psicomotora, o mesmo ainda será detido.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um condutor que desrespeita a lei com um copo de cerveja, por exemplo, tem três vezes mais chance de morrer em um acidente do que um condutor sóbrio. Portanto, ao aplicar as leis de trânsito, espera-se promover uma mudança de cultura da população e o mais importante: preservar vidas.
 
Publicado em Mobilidade
Com o objetivo de aproximar os serviços municipais da população, a Prefeitura de Fortaleza lança, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), a Plataforma Vida, ferramenta digital que disponibiliza dados de sinistros de trânsito. Ao acessar o site Central AMC, qualquer cidadão pode ter informações gratuitas sobre os acidentes ocorridos na Cidade, podendo filtrar por período, tipo de veículo, severidade, natureza e bairro.
 
A iniciativa vem sendo desenvolvida pela AMC como evolução do Sistema de Informações em Acidentes de Trânsito (SIAT). A ferramenta pode ser acessada também por smartphones.
 
Além de promover melhor compreensão da problemática de mortes e feridos no trânsito, a Plataforma Vida também visa ao aumento da eficiência na coleta e análise de dados relativos à segurança viária e ao monitoramento de intervenções de engenharia e fiscalização.
 
De acordo com Arcelino Lima, superintendente da AMC, é preciso conhecer o problema de forma criteriosa para nortear as soluções técnicas e comportamentais adequadas. "Mapear e analisar toda a complexidade da ocorrência do acidente nos ajuda a planejar, de forma assertiva, as intervenções de engenharia de tráfego, educação e fiscalização para preservar vidas", esclarece. 
 
Segurança viária: um legado
 
Como resultado das políticas públicas de mobilidade urbana e segurança viária, Fortaleza foi uma das primeiras cidades no mundo a atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir pela metade a taxa de mortes no trânsito. 
 
O resultado foi alcançado antes do fim do prazo, que termina no final deste ano. Em 2019, foram registrados 7,4 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2010, o índice era de 14,9, o que representa uma diminuição de 50,3% no período. Esse é o principal indicador utilizado pela ONU para comparar o progresso na prevenção de mortes no trânsito entre cidades e países.
 
O número de mortes ainda apresentou redução pelo quinto ano consecutivo e, em 2019, com 197 óbitos, chegou ao menor já registrado desde que os dados passaram a ser sistematizados, em 2000, segundo balanço da AMC. Entre 2015 e 2019, 578 vidas foram salvas no trânsito de Fortaleza.
Publicado em Mobilidade

Com a finalidade de combater o transporte irregular de transporte escolar, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) inicia na próxima segunda-feira (06/08) a operação “Transporte Escolar seguro” por meio de blitzes educativas durante o embarque e desembarque dos alunos nas escolas.

A operação verifica também os veículos cadastrados, visando conscientizar permissionários, operadores e auxiliares da necessidade da manutenção preventiva de seus veículos, mantendo-os em bom estado de conservação, oferecendo conforto e segurança aos alunos, assim como será solicitada a atualização cadastral e documentos de porte obrigatório.

Na abordagem, os fiscais buscam identificar os itens de segurança obrigatórios como o bom estado de conservação dos pneus, extintores de incêndio, cintos de segurança em número correspondente ao de passageiros sentados; fecho interno de segurança nas portas; luz de freio elevada; faixa horizontal pintada ou película auto-adesiva não removível, na cor amarela, com 40cm de largura, à meia altura (em toda a extensão das partes laterais e traseiras da carroçaria), identificada como ESCOLAR em cor preta. Ainda é obrigatória a presença de monitores auxiliares, caso sejam transportadas crianças menores de 11 anos ou pessoa com deficiência.

Para denunciar o transporte irregular, os usuários devem ligar para 3452.9318.

Publicado em Mobilidade
As abordagens são educativas e ocorrem em toda a Cidade
Quase mil condutores já foram abordados

Seguindo o calendário de ações voltadas para o movimento Maio Amarelo, a Secretaria Municipal da Segurança Cidadã (Sesec) vem promovendo blitze educativas, com o objetivo de conscientizar os motoristas sobre os cuidados e segurança no trânsito. A iniciativa atingiu quase mil condutores em oito atividades realizadas em vários pontos da Cidade.

Durante a blitz, diversos condutores de carros e motos são abordados e informados pelos agentes da Guarda Municipal sobre a necessidade do uso do cinto de segurança e do capacete, bem como sobre a proteção dos pedestres e a prevenção de acidentes. Na ação, as pessoas abordadas recebem panfletos com informações a respeito da campanha do Maio Amarelo, além de broches, adesivos e um laço que simboliza o movimento que acontece em todo o país.

Um dos motoristas abordados, o representante de vendas William Silva, destacou a importância do projeto na capital. “Eu achei a abordagem muito interessante. Acho que ações como essa deveriam ser feitas mais vezes para que houvesse uma maior conscientização do público”, disse.

O Maio Amarelo

Durante todo o mês de maio, a Sesec tem realizado, por meio da sua Célula de Segurança Viária, diversas blitze educacionais com o intuito de informar a população a respeito da importância da segurança viária, tendo em vista que, em 2017, 96 pedestres perderam a vida em situações que poderiam ter sido evitadas. As primeiras ações passaram por bairros como Aldeota, Centro, Cristo Redentor, Maraponga, Messejana, Monte Castelo e Parangaba. As próximas estão previstas para o Passaré, Rodolfo Teófilo e Vila União, nos dias 25, 28, e 29, respectivamente.

O Maio Amarelo 2018 é um movimento internacional, que busca chamar atenção para a urgência do tema da segurança viária em todo o planeta. Em Fortaleza, a campanha é realizada pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP) com apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, e visa implementar melhorias no trânsito da cidade, oferecendo melhor infraestrutura e garantias, especialmente, para os usuários mais vulneráveis no trânsito, desta vez, com foco no pedestre.

Publicado em Segurança Cidadã
As guardas fixam o laço amarelo nos condutores
As abordagens focam no uso correto dos itens de segurança

Seguindo a programação do ‘Maio Amarelo’ 2018 promovido pela Prefeitura de Fortaleza, a Secretaria Municipal da Segurança Cidadã (Sesec), por meio da sua Célula de Segurança Viária (Cesvia), montou um calendário de ações educativas para toda a cidade. As abordagens focam, principalmente, no uso de equipamento de segurança como cinto e capacete, além da cadeirinha para as crianças.

A iniciativa, que tem a participação de guardas municipais, teve início no último dia 7, na região da Avenida Godofredo Maciel, na Maraponga. “Nossas ações serão realizadas nas segundas, terças e sextas-feiras. Na abertura dos nossos trabalhos, concentramos nos motociclistas, alertando sobre o uso adequado do capacete, bem como entregamos panfletos com dicas de segurança no trânsito”, explicou o responsável pela Cesvia, inspetor Henrique Martins. As blitze educativas seguiram ontem, na Avenida Frei Cirilo, em Messejana. “Em duas tardes de trabalho, abordamos mais de 200 motoristas, que além de ouvirem dicas para a sua segurança, receberam um laço amarelo simbolizando o movimento”, disse Martins.

A programação educativa segue até o dia 29 de maio e pretende passar por bairro como Centro, Aldeota, Monte Castelo, Cristo Redentor, Rodolfo Teófilo, entre outros.

O Maio Amarelo em Fortaleza

O ‘Maio Amarelo’ 2018 é um movimento internacional que busca chamar atenção para a urgência do tema da segurança viária em todo o planeta. Em Fortaleza, a campanha é realizada pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP) com apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, e visa chamar a atenção para melhorias no trânsito da cidade, oferecendo melhor infraestrutura e garantias, especialmente, para os usuários mais vulneráveis no trânsito, desta vez com foco no pedestre. Para isso, durante todo o mês de maio, uma série de atividades serão realizadas em diversos pontos da Cidade.

O movimento

O ‘Maio Amarelo’ surgiu por iniciativa do Observatório Nacional de Segurança Viária, que articula esforços do poder público e da sociedade civil para alertar a população para o drama das mortes nas ruas e estradas do país. O mês representa um marco no combate às mortes no trânsito porque foi em 11 de Maio de 2011 que a Assembleia Geral da ONU declarou o período 2011-2020 como a Década de Ação para a Segurança Viária. A política de segurança para o trânsito da Prefeitura de Fortaleza tem apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global.

Publicado em Segurança Cidadã

Representantes do poder público, de universidades, da indústria, do comércio, do esporte, de igrejas e grupos religiosos voltam a se reunir nesta quinta-feira (08/03) na Universidade de Fortaleza (Unifor) para discutir os conceitos de “visão zero” e de “sistema viário seguro” que vem ganhando adeptos em diversas cidades e países ao redor do mundo. O II Fórum do Observatório de Segurança Viária é organizado pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Unifor e da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, por meio da WRI Brasil.

O evento traz pela primeira vez a Fortaleza as especialistas em segurança viária Claudia Adriazola e Anne Eriksson, naturais do Peru e da Dinamarca, respectivamente, e referências globais na elaboração de planos de segurança viária que buscam determinar metas e responsabilidades para prevenir mortes e feridos no trânsito. O Observatório de Segurança Viária foi anunciado em junho do ano passado pela reitora da Unifor, Fátima Veras, e pelo prefeito Roberto Cláudio como uma parceria entre poder público e academia para aproximar representantes de diversos setores da sociedade civil para apresentação de melhores práticas e o engajamento no combate ao elevado número de acidentes de trânsito.

“O nosso entendimento é de que essa é uma batalha que precisa de reforços de todos os setores da sociedade – quanto mais cedo todos perceberem que esse é um desafio comum, antes vamos conseguir colher resultados, principalmente salvar vidas”, explica o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura de Fortaleza, Luiz Alberto Sabóia. O I Fórum do Observatório foi realizado em outubro de 2017 com a participação da PhD em psicologia no trânsito e gerente mundial da Global Road Safety Partnership (GRSP, na sigla em inglês), Judy Fleiter.

O professor Vasco Furtado, Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unifor, considera que o segundo Fórum consolida a posição da Unifor como protagonista na busca de soluções para problemas sociais. “Trata-se de mais um exemplo de como as pesquisas desenvolvidas na Unifor estão em sintonia com os mais importantes temas da sociedade cearense”, ressaltou.

As especialistas

Claudia Adriazola é diretora global do Programa Saúde e Segurança Viária do World Resources Institute (WRI, na sigla em inglês) e se dedica a estudar os impactos que o transporte e o desenvolvimento urbano têm sobre a saúde pública, além de soluções para melhorar a segurança do trânsito, a qualidade do ar, a atividade física e a qualidade de vida. Ao longo dos últimos anos ocupou diferentes cargos gerenciais no setor público do Governo do Peru, sempre relacionados à segurança e a mobilidade sustentável.

Anne Eriksson se dedica desde 1999 à segurança viária, especialmente de ciclistas e pedestres, nas cidades de Copenhague e Gladsaxe, na Dinamarca. Ela participou da elaboração do plano de segurança viária de Copenhague e hoje trabalha na Danish Road Directorate, agência do Ministério dos Transportes dinamarquês. Ela também é auditora de Segurança Viária certificada e conferencista convidada da Universidade Técnica da Dinamarca. Anne também já atuou em diversos projetos de Segurança Viária no trânsito no exterior, inclusive na América do Sul.

Sistemas Viários Seguros e a ‘Visão Zero’

O conceito de Sistemas Viários seguros foi apresentado pela primeira vez na Europa, durante a década de 1990 e desde então vem ganhando adeptos em diversos países do continente, além da Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e Colômbia, além de vários outros. A cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, também anunciou na mesma época, a adoção do conceito de que os sistemas viários devem prever que todos os usuários, condutores ou não, são suscetíveis de erros no trânsito que podem levar à acidentes, com mortos e feridos. A partir dessa premissa, toda a lógica de desenho das ruas, fiscalização e mesmo de responsabilidade do poder público e sociedade civil passa a ser orientada para evitar os conflitos nas ruas que, potencialmente, podem gerar vítimas.

Em diversos países onde esse entendimento foi adotado e a gestão do trânsito foi aperfeiçoada, as sociedades também adotaram a ideia de “visão zero” em que nenhuma morte relacionada ao trânsito pode ser tolerada ou encarada como uma “fatalidade” e sim como uma falha no sistema. “Em qualquer lugar do mundo as pessoas cometem erros no trânsito, mas isso não quer dizer que elas devam pagar com a própria vida ou tirar a vida de outros. Essa é a ideia principal desses novos conceitos. A intenção é que essas discussões ganhem adeptos e que possamos adaptar essa lógica para a nossa realidade” explica Dante Rosado, coordenador da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global em Fortaleza.

O que é o Observatório de Segurança Viária

Iniciativa da Unifor e da Prefeitura de Fortaleza, o Observatório de Segurança Viária busca criar não apenas um fórum de discussão de desafios e soluções com participação do poder público, universidades e de diversos setores da sociedade civil, mas também um canal virtual de compartilhamento de dados relativos aos acidentes de trânsito em Fortaleza.

O objetivo do Observatório de Segurança Viária, que conta com apoio da Parceria Global pela Segurança Viária, da Cruz Vermelha Internacional e da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, é dar transparência ao tema, compartilhar informações sobre a mortalidade e morbidade no trânsito, para promover a conscientização da população, tanto sobre a dimensão do problema, quanto sobre a possibilidade de prevenção dos acidentes.

Serviço
2º Fórum do Observatório de Segurança Viária de Fortaleza
Local: Auditório A3 - Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz
Data: 08/03/2018 (quinta-feira)
Horário: 14h às 17h

Publicado em Mobilidade
Via com Sinalização de Limite de Velocidade
As medidas visam proporcionar mais segurança e conforto para pedestres no entorno do Hospital Albert Sabin, muitos deles com alguma deficiência permanente ou temporária

O prefeito Roberto Cláudio inaugura nesta quinta-feira (23/11), às 9h, a segunda Área de Trânsito Calmo de Fortaleza, implantada no entorno do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), localizado no bairro Vila União (Regional IV). Com foco principal em promover a segurança de pedestres e pessoas com mobilidade reduzida, o novo projeto vai contemplar as vias envolvidas com dispositivos específicos, como travessias elevadas para pedestres, prolongamentos de calçadas e sinalização especial indicando limite de velocidade, além de lombadas físicas, aumento de pontos com faixas de pedestres e rampas de acessibilidade universal.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), por meio do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito de Fortaleza (PAITT), também faz parte do pacote de atividades do Programa de Apoio aos Pedestres, desenvolvido em parceria com a Iniciativa Bloomberg Philanthropies em Fortaleza, com o apoio do WRI Brasil e da Global Designing Cities Initiative (NACTO-GDCI). As medidas visam proporcionar mais segurança e conforto para pedestres no entorno do Hospital Albert Sabin, muitos deles com alguma deficiência permanente ou temporária. As intervenções atendem a uma resolução de 2014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Serviço
Inauguração da Área de Trânsito Calmo do Hospital Infantil Albert Sabin
Data: 23/11 (quinta-feira)
Endereço: Rua Tertuliano Sales, 540 - em frente à faixa elevada do Hospital Albert Sabin
Horário: 9h

Publicado em Mobilidade
Página 1 de 2